UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Um casal formado por um homem de 28 anos de idade e uma mulher nuligesta de 27 anos idade, refere 2 anos de tentativas de gestação. Ele, com histórico de uretrite tratada, exame físico sem alterações e espermograma normal. Ela, saudável, com ciclos menstruais regulares, sem queixas de dismenorreia ou dispareunia e com exame físico sem alterações. Qual é o próximo exame na investigação da infertilidade desse casal?
Infertilidade primária com espermograma normal e ovulação regular → investigar fator tubário com histerossalpingografia.
A investigação da infertilidade segue um protocolo. Com espermograma normal no homem e ciclos regulares na mulher (sugerindo ovulação), o próximo passo é avaliar a permeabilidade tubária, sendo a histerossalpingografia o exame de escolha para detectar obstruções ou anomalias nas tubas uterinas.
A infertilidade é definida como a ausência de concepção após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contraceptivos para mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais. A investigação deve ser sistemática e abranger ambos os parceiros. No caso apresentado, o homem possui espermograma normal e a mulher apresenta ciclos menstruais regulares, o que sugere ovulação presente. Com a exclusão de fatores masculinos e ovulatórios evidentes, o próximo passo lógico na investigação da infertilidade feminina é a avaliação do fator tubário e uterino. A histerossalpingografia (HSG) é o exame padrão-ouro para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, detectando possíveis obstruções, aderências ou malformações que impeçam a fertilização ou a implantação. Outros exames, como avaliação hormonal masculina (já que o espermograma é normal, não é o próximo passo), ressonância magnética de pelve (indicada para casos específicos de endometriose profunda ou malformações uterinas complexas, geralmente após a HSG) ou cariótipo (indicado em casos de falhas de repetição ou abortos, não como primeiro passo), seriam considerados em etapas posteriores ou diante de achados específicos.
A histerossalpingografia (HSG) é crucial para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina. Ela detecta obstruções, aderências ou malformações que podem impedir a fertilização ou a implantação, sendo um passo fundamental na investigação do fator tubário de infertilidade.
A infertilidade de fator tubário deve ser suspeitada quando outros fatores, como o masculino (espermograma normal) e o ovulatório (ciclos menstruais regulares), foram excluídos. Histórico de infecções pélvicas, cirurgias abdominais ou endometriose também aumentam a suspeita.
Os primeiros passos incluem a avaliação do fator masculino (espermograma) e do fator ovulatório feminino (história menstrual, dosagens hormonais). Após a exclusão dessas causas, a investigação prossegue com a avaliação do fator tubário e uterino, geralmente com a histerossalpingografia.
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