UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Durante internação de paciente masculino de 55 anos, para tratamento de nefrolitíase, você detecta a presença de valores de cálcio total 12,2 mg/dL (referência: 8,8 - 10,4), confirmado em segunda amostra. No momento, o paciente está hidratado, assintomático e apresenta níveis de albumina, 25OHD e demais eletrólitos dentro da normalidade. A conduta mais adequada neste momento é:
Hipercalcemia confirmada + albumina e 25OHD normais + assintomático → Dosar PTH para etiologia.
A investigação da hipercalcemia começa com a confirmação do cálcio sérico (corrigido pela albumina, se necessário) e a dosagem do PTH. Níveis normais de 25OHD e ausência de sintomas graves direcionam a investigação para causas como hiperparatireoidismo primário, onde o PTH estaria elevado ou inapropriadamente normal.
A hipercalcemia é um distúrbio metabólico comum, caracterizado por níveis elevados de cálcio sérico, e sua investigação é crucial devido às potenciais complicações. A prevalência é maior em pacientes ambulatoriais (geralmente hiperparatireoidismo primário) e hospitalizados (frequentemente associada a malignidade). O reconhecimento precoce e a identificação da causa são essenciais para um manejo adequado e prevenção de danos a longo prazo, como nefrolitíase e insuficiência renal. A fisiopatologia da hipercalcemia envolve um desequilíbrio entre a entrada e saída de cálcio do organismo, seja por aumento da reabsorção óssea, aumento da absorção intestinal ou diminuição da excreção renal. O diagnóstico começa com a confirmação da hipercalcemia (cálcio total corrigido pela albumina ou cálcio ionizado) e, subsequentemente, a dosagem do PTH. Níveis de PTH elevados ou inapropriadamente normais sugerem hiperparatireoidismo primário, enquanto PTH suprimido indica causas não dependentes de PTH. A conduta inicial para hipercalcemia assintomática ou leve é a investigação etiológica. Para hipercalcemia grave ou sintomática, a hidratação venosa é a primeira medida, seguida por diuréticos de alça (se houver sobrecarga de volume), calcitonina e bisfosfonatos. O tratamento definitivo depende da causa subjacente, como paratireoidectomia para hiperparatireoidismo primário ou tratamento da doença maligna.
O primeiro passo é confirmar a hipercalcemia com uma segunda amostra e, se necessário, corrigir o cálcio sérico pela albumina. Em seguida, deve-se dosar o PTH para diferenciar as causas dependentes de PTH das independentes.
A dosagem de PTH é fundamental para determinar a etiologia da hipercalcemia. PTH elevado ou inapropriadamente normal sugere hiperparatireoidismo primário, enquanto PTH suprimido direciona para causas não relacionadas ao PTH, como malignidade ou intoxicação por vitamina D.
As principais causas de hipercalcemia são o hiperparatireoidismo primário e a malignidade. Outras causas incluem intoxicação por vitamina D, imobilização prolongada, uso de tiazídicos, doenças granulomatosas e hipercalcemia hipocalciúrica familiar.
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