SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Um município identificou um aumento de casos de dengue em uma determinada área.Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a primeira ação a ser realizada pela equipe de vigilância epidemiológica local será a de
Aumento de casos de dengue → 1ª ação da vigilância = investigação epidemiológica para dimensionar o problema.
Diante de um aumento de casos de dengue, a primeira e mais crucial ação da equipe de vigilância epidemiológica é realizar uma investigação detalhada para determinar a extensão do surto, identificar os fatores de risco e as áreas mais afetadas, permitindo um planejamento de intervenções eficaz.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, com ocorrência de surtos e epidemias sazonais. A identificação de um aumento de casos em uma área específica demanda uma resposta rápida e organizada da vigilância epidemiológica municipal. A investigação epidemiológica é a pedra angular da resposta a qualquer surto. Ela envolve a coleta, análise e interpretação sistemática de dados de saúde para planejar, implementar e avaliar as práticas de saúde pública. No contexto da dengue, isso significa ir além da simples notificação e buscar entender o padrão da doença. Somente após uma investigação epidemiológica robusta, que inclui a delimitação da área afetada, a identificação dos vetores e a caracterização dos casos, é possível planejar e implementar medidas de controle eficazes, como ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, mobilização social e organização da assistência à saúde.
O objetivo principal é determinar a magnitude e a extensão do surto, identificar a população em risco, os fatores de transmissão, as áreas geográficas afetadas e as características dos casos, para orientar as medidas de controle e prevenção.
Os passos iniciais incluem a confirmação do diagnóstico, a definição de caso, a busca ativa de casos, a coleta de dados demográficos e clínicos, a análise epidemiológica descritiva (tempo, lugar, pessoa) e a formulação de hipóteses sobre a fonte e o modo de transmissão.
É prioritária porque fornece as informações necessárias para que as ações de controle (como bloqueio de transmissão, orientação à população e manejo clínico) sejam direcionadas de forma eficaz, evitando o desperdício de recursos e maximizando o impacto na saúde pública.
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