CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
H.T.S, 33 anos, procedente de Itacoatiara, católico, ensino médio completo, pedreiro, casado, com 2 filhos. Relata que se encontrava em bom estado de saúde até há 5 semanas atrás, quando começou a apresentar quadro de tosse produtiva com expectoração amarelada. Há cerca de 2 semanas houve piora do quadro, evoluindo com febre vespertina, astenia e a tosse evoluiu com hemoptóicos. Observou ainda que perdeu 5 kg no período. Relata contato com tuberculose há cerca de 3 anos atrás (irmã). Nega doenças crônicas, nega etilismo, nega tabagismo. Você solicita radiografia de tórax em PA e perfil e baciloscopia do escarro em 2 amostras para investigação diagnóstica. O paciente retorna uma semana depois com a radiografia de tórax evidenciando opacidades acinares heterogêneas em lobo superior direito e baciloscopia do escarro positiva (2+/4+). Qual a conduta mais apropriada em relação aos contatos desse paciente?
Contatos TB: todos à unidade; sintomáticos → RX + baciloscopia; assintomáticos <10a → PPD + RX; assintomáticos >10a → PPD.
A investigação de contatos de tuberculose é fundamental para o controle da doença. Ela deve ser abrangente, incluindo avaliação clínica de todos os contatos, exames complementares para sintomáticos e testes para infecção latente (PPD) com ou sem imagem para assintomáticos, conforme a faixa etária.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo *Mycobacterium tuberculosis*, com alta morbidade e mortalidade global. A transmissão ocorre por via aérea, tornando a investigação de contatos de pacientes com TB pulmonar bacilífera um pilar fundamental para o controle da doença, visando identificar novos casos e prevenir a disseminação na comunidade, sendo uma prioridade em saúde pública. A conduta apropriada para contatos de pacientes com tuberculose ativa envolve a convocação de todos os contatos domiciliares e próximos à unidade de saúde para avaliação. Os contatos sintomáticos (tosse, febre, perda de peso) devem ser investigados com radiografia de tórax e baciloscopia de escarro. Para os contatos assintomáticos, a investigação difere por faixa etária: crianças menores de 10 anos devem realizar PPD e radiografia de tórax, enquanto maiores de 10 anos realizam apenas PPD para rastreamento de infecção latente. A identificação de infecção latente (PPD positivo) em contatos assintomáticos, especialmente crianças e imunocomprometidos, é crucial para a indicação de quimioprofilaxia, que previne a progressão para doença ativa. O tratamento da TB ativa é prolongado e requer adesão rigorosa para evitar resistência e recidivas, enquanto a quimioprofilaxia é mais curta e visa proteger indivíduos de alto risco, contribuindo significativamente para a erradicação da doença.
A investigação de contatos é crucial para o controle da tuberculose, pois permite identificar precocemente novos casos de doença ativa, interrompendo a cadeia de transmissão, e detectar casos de infecção latente, possibilitando a quimioprofilaxia para prevenir o desenvolvimento da doença.
Para contatos sintomáticos (com tosse, febre, perda de peso), devem ser solicitados radiografia de tórax em PA e perfil e baciloscopia de escarro em duas amostras, a fim de diagnosticar ou excluir a tuberculose pulmonar ativa.
Em contatos assintomáticos, crianças menores de 10 anos devem ser investigadas com PPD e radiografia de tórax, devido ao maior risco de progressão da infecção para doença. Maiores de 10 anos assintomáticos realizam apenas PPD para identificar infecção latente.
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