INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Um paciente com 42 anos de idade é atendido no ambulatório de uma Unidade Básica de Saúde com quadro de tosse com expectoração amarelada há mais de três semanas, acompanhada de febre vespertina. É submetido à realização de exame de escarro para pesquisa de bacilos álcoolácido-resistentes (BAAR), que é positiva (+++/4+). Informa que reside com a esposa, que apresenta os mesmos sintomas. O casal não tem filhos. Diante dessas informações, a investigação da esposa deverá ser feita com:
Sintomático respiratório contato de TB → Baciloscopia + RX de tórax imediato.
Contatos de pacientes com TB pulmonar bacilífera que apresentam sintomas (tosse, febre) devem ser investigados como casos suspeitos de TB ativa, não apenas infecção latente.
O controle da tuberculose no Brasil baseia-se na detecção precoce de casos e no tratamento adequado. A investigação de contatos é uma estratégia fundamental. Em adultos sintomáticos, a prioridade é descartar ou confirmar a doença ativa através de exames bacteriológicos e de imagem, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.
Todo contato de paciente com tuberculose pulmonar que apresente sintomas respiratórios (tosse por qualquer tempo) deve ser submetido à investigação para TB ativa com baciloscopia (ou teste rápido molecular) e radiografia de tórax.
O PPD (ou IGRA) é indicado principalmente para a triagem de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em contatos assintomáticos. Se o paciente tem sintomas, o foco muda para o diagnóstico de doença ativa.
Contatos domiciliares de pacientes bacilíferos (BAAR positivo no escarro) são considerados de alto risco devido à carga de exposição, exigindo busca ativa e investigação criteriosa.
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