CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Marque V (Verdadeiro) ou F (Falso) sobre tuberculose: ( ) Quando a equipe de saúde da família tem uma criança diagnosticada com tuberculose, deverá buscar o possível caso-fonte, examinando todos os contatos adultos. ( ) As crianças, quando são contatos de tuberculose, devem também fazer o tratamento e imediatamente ser vacinadas com BCG se tiverem de 0 a 4 anos. ( ) No adulto sintomático com exame de escarro positivo, a conduta inicial é orientação e, caso positivo o RX sugestivo de tuberculose, se inicia o tratamento. ( ) Nas grávidas a quimioprofilaxia da tuberculose deve ser adiada para após o parto. Marque a alternativa CORRETA:
TB criança = buscar caso-fonte. Grávida = quimioprofilaxia pós-parto. Escarro + = iniciar tratamento. BCG não para contatos de TB.
Em crianças com tuberculose, a investigação do caso-fonte adulto é prioritária. A quimioprofilaxia para gestantes com contato de TB é geralmente adiada para após o parto. Adultos com escarro positivo para TB devem iniciar tratamento imediatamente. A vacina BCG não é indicada para contatos de TB, pois é uma medida de prevenção primária e não de tratamento ou pós-exposição.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que continua sendo um grave problema de saúde pública global. O manejo adequado da TB envolve não apenas o tratamento do paciente, mas também a investigação de contatos e a prevenção da transmissão. Em grupos específicos, como crianças e gestantes, as condutas podem ter particularidades que o residente precisa dominar. Em crianças diagnosticadas com TB, a investigação do caso-fonte é uma prioridade absoluta. Crianças são mais suscetíveis a desenvolver a doença após a infecção e raramente são fontes de transmissão. Identificar e tratar o adulto que transmitiu a doença é fundamental para controlar a cadeia de transmissão. Para adultos sintomáticos respiratórios com baciloscopia de escarro positiva, o diagnóstico de TB pulmonar está confirmado, e o tratamento deve ser iniciado imediatamente, sem atrasos para exames de imagem. Em relação à quimioprofilaxia da TB em gestantes, a decisão deve ser individualizada. Embora a isoniazida seja geralmente segura, a recomendação padrão é adiar a quimioprofilaxia para após o parto, a fim de evitar a exposição fetal desnecessária aos medicamentos. A vacina BCG, por sua vez, é uma medida de prevenção primária contra formas graves de TB em crianças e não deve ser administrada a contatos de TB, especialmente se já expostos ou infectados, pois não tem papel terapêutico e pode causar reações adversas.
A busca do caso-fonte é crucial em crianças com tuberculose, pois elas raramente transmitem a doença. O caso-fonte, geralmente um adulto com TB pulmonar ativa, é quem infectou a criança e precisa ser identificado e tratado para interromper a cadeia de transmissão e proteger outros contatos.
A quimioprofilaxia da tuberculose em grávidas, geralmente com isoniazida, é recomendada para aquelas com infecção latente. No entanto, para minimizar a exposição fetal a medicamentos, é preferível adiar o início da quimioprofilaxia para após o parto, a menos que o risco de progressão para doença ativa seja muito alto.
Para um adulto sintomático com exame de escarro positivo para tuberculose, a conduta inicial é iniciar imediatamente o tratamento específico para TB. O diagnóstico bacteriológico é confirmatório e não se deve atrasar a terapia aguardando outros exames, como a radiografia de tórax, que são complementares.
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