PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Nuligesta, 28 anos, relata ciclos menstruais irregulares, com intervalo longo e dificuldade para engravidar. Está casada há vários anos, tem vida sexual ativa e há 5 anos não faz uso de nenhum método anticoncepcional. No momento está há 6 meses sem menstruar e passou a apresentar saída espontânea de leite pelos mamilos. Há 2 dias colheu exames laboratoriais que evidenciaram teste de gravidez negativo e dosagem TSH normal. Qual o melhor conjunto de exames para complementar a investigação inicial deste caso?
Amenorreia + galactorreia + infertilidade → investigar prolactina e FSH para disfunção ovulatória e hipofisária.
A presença de amenorreia e galactorreia, com teste de gravidez negativo e TSH normal, aponta para uma possível hiperprolactinemia e/ou disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. A dosagem de prolactina é fundamental devido à galactorreia, e o FSH é essencial para avaliar a reserva ovariana e diferenciar causas centrais de periféricas da amenorreia.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por 3 a 6 meses em mulheres com ciclos previamente regulares, é uma queixa comum na ginecologia. Quando associada à galactorreia e infertilidade, a investigação deve ser sistemática para identificar a causa subjacente e propor o tratamento adequado. A prevalência de amenorreia secundária varia, mas a hiperprolactinemia é uma causa significativa, respondendo por cerca de 10-20% dos casos. A fisiopatologia da amenorreia e galactorreia frequentemente envolve uma disfunção no eixo hipotálamo-hipófise-ovário. A hiperprolactinemia, por exemplo, inibe a secreção pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, levando à diminuição de FSH e LH, o que resulta em anovulação e amenorreia. O diagnóstico inicial, após exclusão de gravidez e hipotireoidismo, foca na dosagem de prolactina para confirmar hiperprolactinemia e de FSH para avaliar a função ovariana e o status do eixo. O tratamento dependerá da etiologia. Se for hiperprolactinemia, agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina são a primeira linha. Em casos de falência ovariana, a terapia de reposição hormonal pode ser considerada. É fundamental que residentes compreendam a sequência lógica da investigação hormonal para um diagnóstico preciso e manejo eficaz dessas condições complexas.
Após descartar gravidez e hipotireoidismo, os primeiros exames a solicitar são prolactina e FSH para investigar hiperprolactinemia e a função ovariana, respectivamente.
O FSH é crucial para diferenciar a causa da amenorreia. Níveis elevados sugerem falência ovariana, enquanto níveis normais ou baixos podem indicar disfunção hipotalâmica ou hipofisária.
Além da hiperprolactinemia, outras causas incluem uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos), hipotireoidismo (já descartado), estresse e estimulação mamária excessiva.
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