HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Uma adolescente de 14 anos comparece ao ginecologista referindo amenorreia primária. Nega relação sexual anterior e apresenta caracteres sexuais secundários normais. O exame desnecessário neste caso é:
Amenorreia primária + caracteres sexuais normais: investigar FSH, Estradiol, TSH, Prolactina. Progesterona é desnecessária inicialmente.
Em amenorreia primária com caracteres sexuais secundários normais, a investigação inicial foca em descartar anomalias anatômicas e avaliar o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e a função tireoidiana. Dosagens de FSH, Estradiol e TSH são essenciais. A progesterona, que avalia a ovulação, não é um exame de primeira linha para o diagnóstico etiológico da amenorreia primária.
A amenorreia primária em adolescentes com desenvolvimento de caracteres sexuais secundários normais representa um cenário clínico específico que direciona a investigação. A presença de telarca e pubarca indica que os ovários estão produzindo estrogênio, o que exclui causas de hipogonadismo hipogonadotrófico ou hipergonadotrófico severo como primeira hipótese. Nesses casos, a principal preocupação é a presença de anomalias anatômicas do trato de saída, como hímen imperfurado, septo vaginal transverso ou agenesia vaginal, que impedem o fluxo menstrual. A investigação inicial deve incluir um exame físico detalhado para avaliar a presença de útero e a permeabilidade do trato de saída. Exames hormonais como FSH e Estradiol são importantes para confirmar a função ovariana e descartar falência ovariana. O TSH é fundamental para excluir disfunção tireoidiana, uma causa comum de irregularidades menstruais. A prolactina também deve ser dosada para investigar hiperprolactinemia. A dosagem de progesterona, por outro lado, é menos útil na fase inicial da investigação da amenorreia primária com caracteres sexuais normais. Seu papel principal é em testes de progesterona para sangramento de privação, que são mais aplicáveis em amenorreia secundária para avaliar a presença de estrogênio endógeno e a resposta endometrial. Compreender a sequência lógica da investigação é crucial para otimizar o diagnóstico e evitar exames desnecessários, um conhecimento valioso para residentes.
Os exames prioritários incluem FSH e Estradiol para avaliar a função ovariana, TSH para descartar disfunção tireoidiana, e Prolactina.
A progesterona é um hormônio que aumenta após a ovulação. Em amenorreia primária, o objetivo é identificar a causa da ausência de menstruação, e a dosagem isolada de progesterona não contribui diretamente para o diagnóstico etiológico inicial.
Sugere que há produção de estrogênio pelos ovários, indicando que o problema pode não ser uma falência ovariana primária completa, mas sim uma anomalia anatômica do trato de saída ou um distúrbio funcional.
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