UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
No diagnóstico de asma, sobre a(s) indicação(ões) para investigação adicional para lactantes sibilantes assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas alternativas a seguir. () Associação dos sintomas com desencadeantes típicos, como as IVASs. () Sintomas precoces, iniciados ainda no período neonatal. () Ausência de resposta às medicações de controle para asma. () Vômitos associados à dificuldade de crescimento. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Sintomas precoces (< neonatal), ausência resposta a controle, e vômitos/dificuldade crescimento → investigar outras causas de sibilância em lactentes.
Em lactentes sibilantes, a investigação adicional é crucial quando há atipicidade. Sintomas muito precoces (neonatal), má resposta ao tratamento padrão de asma, ou sinais de alerta como vômitos e dificuldade de crescimento, sugerem diagnósticos diferenciais que precisam ser excluídos.
A sibilância em lactentes é uma queixa comum, mas nem sempre indica asma. A asma em lactentes é um diagnóstico de exclusão e deve ser considerada quando há sibilância recorrente, especialmente com histórico familiar de atopia. No entanto, é crucial estar atento a sinais que sugerem outras etiologias, que podem ser mais graves e necessitar de intervenção específica. A investigação adicional para sibilância em lactentes é indicada quando há sintomas precoces (início no período neonatal), ausência de resposta adequada às medicações de controle para asma (broncodilatadores e corticoides inalatórios), ou a presença de sintomas associados como vômitos persistentes, dificuldade de crescimento, disfagia, estridor, cianose, ou achados anormais no exame físico. A associação com IVASs é típica de asma, não um sinal de alerta para investigação adicional. O manejo adequado envolve uma avaliação cuidadosa da história clínica, exame físico e, se necessário, exames complementares como radiografia de tórax, tomografia, endoscopia, testes de suor ou estudos de deglutição, para identificar e tratar a causa subjacente. O prognóstico varia conforme a etiologia, sendo fundamental o diagnóstico precoce para otimizar o tratamento e prevenir complicações.
Sinais de alerta incluem início precoce (período neonatal), ausência de resposta a broncodilatadores e corticoides, vômitos persistentes, dificuldade de crescimento, disfagia e sintomas neurológicos.
A investigação é crucial para excluir diagnósticos diferenciais graves como malformações congênitas, fibrose cística, refluxo gastroesofágico grave, aspiração e imunodeficiências, que exigem tratamentos específicos.
A diferenciação baseia-se na história clínica detalhada, presença de sinais de alerta, resposta ao tratamento empírico e exames complementares direcionados, como radiografia de tórax, esofagograma ou testes genéticos.
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