HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Qual a manobra realizada para correção dainversão uterina no pós-parto:
Inversão uterina pós-parto → Manobra de Taxe (ou Johnson) para reposição manual imediata.
A inversão uterina é uma emergência obstétrica rara, mas grave, que exige reconhecimento e correção imediatos para prevenir choque hipovolêmico e óbito materno. A manobra de Taxe (também conhecida como manobra de Johnson) é a técnica manual primária para reposicionar o útero invertido.
A inversão uterina pós-parto é uma complicação obstétrica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela inversão total ou parcial do fundo uterino através do colo. É uma emergência que exige reconhecimento e intervenção imediatos para evitar hemorragia maciça, choque hipovolêmico e óbito materno. A incidência é baixa, variando de 1 em 2.000 a 1 em 3.000 partos, mas sua gravidade a torna um tópico essencial para o conhecimento de qualquer residente em ginecologia e obstetrícia. A fisiopatologia geralmente envolve uma combinação de atonia uterina e tração excessiva do cordão umbilical antes da separação completa da placenta. Os sinais clínicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal profuso e sinais de choque. O diagnóstico é clínico, pela palpação ou visualização do fundo uterino invertido na vagina ou exteriorizado. A rapidez no diagnóstico e na intervenção é crucial para o prognóstico materno. A manobra de Taxe, também conhecida como manobra de Johnson, é a técnica de escolha para a reposição manual do útero invertido. Consiste em empurrar o fundo uterino de volta para a cavidade abdominal através do colo, utilizando a mão fechada ou a palma da mão. Esta manobra deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente antes que o colo uterino se contraia, o que dificultaria a reposição. Após a reposição, a administração de uterotônicos é fundamental para manter o útero contraído e prevenir nova inversão. O manejo do choque e da hemorragia concomitantes é igualmente importante, incluindo reposição volêmica e, se necessário, transfusão sanguínea. O domínio desta manobra é vital para a segurança da paciente em situações de emergência obstétrica.
Os sinais incluem dor abdominal intensa, hemorragia pós-parto súbita e profusa, choque, e a visualização ou palpação do fundo uterino invertido na vagina ou fora da vulva.
A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero (manobra de Taxe/Johnson), seguida pela administração de uterotônicos após a reposição e suporte hemodinâmico para tratar o choque e a hemorragia.
Fatores de risco incluem tração excessiva do cordão umbilical, acretismo placentário, útero atônico, parto precipitado, uso de ocitocina antes da expulsão da placenta e primiparidade.
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