Inversão Uterina Pós-parto: Manobra de Taxe para Correção

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Qual a manobra realizada para correção dainversão uterina no pós-parto:

Alternativas

  1. A) Manobra de Crede
  2. B) Manobra de Jacob-Dublin
  3. C) Manobra de Taxe
  4. D) Manobra de Pinard
  5. E) Manobra de Mc Roberts

Pérola Clínica

Inversão uterina pós-parto → Manobra de Taxe (ou Johnson) para reposição manual imediata.

Resumo-Chave

A inversão uterina é uma emergência obstétrica rara, mas grave, que exige reconhecimento e correção imediatos para prevenir choque hipovolêmico e óbito materno. A manobra de Taxe (também conhecida como manobra de Johnson) é a técnica manual primária para reposicionar o útero invertido.

Contexto Educacional

A inversão uterina pós-parto é uma complicação obstétrica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela inversão total ou parcial do fundo uterino através do colo. É uma emergência que exige reconhecimento e intervenção imediatos para evitar hemorragia maciça, choque hipovolêmico e óbito materno. A incidência é baixa, variando de 1 em 2.000 a 1 em 3.000 partos, mas sua gravidade a torna um tópico essencial para o conhecimento de qualquer residente em ginecologia e obstetrícia. A fisiopatologia geralmente envolve uma combinação de atonia uterina e tração excessiva do cordão umbilical antes da separação completa da placenta. Os sinais clínicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal profuso e sinais de choque. O diagnóstico é clínico, pela palpação ou visualização do fundo uterino invertido na vagina ou exteriorizado. A rapidez no diagnóstico e na intervenção é crucial para o prognóstico materno. A manobra de Taxe, também conhecida como manobra de Johnson, é a técnica de escolha para a reposição manual do útero invertido. Consiste em empurrar o fundo uterino de volta para a cavidade abdominal através do colo, utilizando a mão fechada ou a palma da mão. Esta manobra deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente antes que o colo uterino se contraia, o que dificultaria a reposição. Após a reposição, a administração de uterotônicos é fundamental para manter o útero contraído e prevenir nova inversão. O manejo do choque e da hemorragia concomitantes é igualmente importante, incluindo reposição volêmica e, se necessário, transfusão sanguínea. O domínio desta manobra é vital para a segurança da paciente em situações de emergência obstétrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da inversão uterina?

Os sinais incluem dor abdominal intensa, hemorragia pós-parto súbita e profusa, choque, e a visualização ou palpação do fundo uterino invertido na vagina ou fora da vulva.

Qual a conduta inicial para a inversão uterina?

A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero (manobra de Taxe/Johnson), seguida pela administração de uterotônicos após a reposição e suporte hemodinâmico para tratar o choque e a hemorragia.

Quais são os fatores de risco para inversão uterina?

Fatores de risco incluem tração excessiva do cordão umbilical, acretismo placentário, útero atônico, parto precipitado, uso de ocitocina antes da expulsão da placenta e primiparidade.

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