UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Uma mulher de 23 anos, com 38 semanas de gestação, deu à luz um RN de 3.400 g, do sexo masculino, por via vaginal. No secundamento, foi observado útero invertido, que foi manejado de forma bem-sucedida com reposicionamento do útero. Qual dos seguintes locais de implante da placenta seria mais predisposto à inversão do útero?
Inversão uterina → implantação placentária no fundo uterino + tração excessiva do cordão.
A inversão uterina é uma complicação rara, mas grave, do pós-parto, onde o útero se volta para fora. A implantação placentária no fundo uterino é um fator de risco significativo, pois a tração do cordão umbilical em uma placenta firmemente aderida nessa região pode iniciar o processo de inversão.
A inversão uterina é uma complicação obstétrica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pelo colapso do fundo uterino para dentro da cavidade uterina, podendo se exteriorizar pela vagina. Ocorre mais frequentemente no terceiro estágio do trabalho de parto, durante o secundamento, e é uma emergência devido ao risco de choque hemorrágico e neurogênico. A incidência varia de 1 em 2.000 a 1 em 20.000 partos. Diversos fatores de risco estão associados à inversão uterina. Entre eles, destacam-se a tração excessiva do cordão umbilical antes da separação completa da placenta, a atonia uterina, o uso inadequado de ocitocina, a placenta acreta (ou outras anomalias de placentação) e, crucialmente, a implantação da placenta no fundo uterino. Quando a placenta está inserida no fundo, a tração do cordão pode puxar essa porção do útero para dentro, iniciando o processo de inversão. O diagnóstico é clínico, pela visualização ou palpação do fundo uterino invertido na vagina ou exteriorizado, acompanhado de dor intensa e choque. O manejo é uma emergência e consiste no reposicionamento manual imediato do útero, preferencialmente antes que o colo uterino se contraia. Relaxantes uterinos (como terbutalina ou sulfato de magnésio) podem ser necessários para facilitar o reposicionamento. Após o reposicionamento, ocitocina é administrada para promover a contração uterina e prevenir a recorrência, e antibióticos são indicados para profilaxia de infecção. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a sobrevida materna.
Os fatores de risco incluem tração excessiva do cordão umbilical, implantação placentária no fundo uterino, atonia uterina, placenta acreta, útero bicorno, uso de ocitocina antes da dequitação da placenta e primiparidade.
O diagnóstico é clínico, pela visualização ou palpação do fundo uterino invertido. O manejo inicial é uma emergência, consistindo no reposicionamento manual imediato do útero, seguido por uterotônicos para manter a contração e antibióticos para profilaxia de infecção.
As complicações mais graves são choque hemorrágico (devido à hemorragia maciça), choque neurogênico (pela dor intensa e tração peritoneal), infecção e, em casos extremos, histerectomia de emergência ou morte materna.
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