UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Em relação ao período de dequitação, é correto afirmar que:
Tração intempestiva do cordão umbilical → risco de inversão uterina no período dequitação.
A tração controlada do cordão umbilical é uma técnica essencial no manejo ativo do terceiro estágio do parto. No entanto, se realizada de forma inadequada ou intempestiva, especialmente antes da separação completa da placenta, pode levar a uma complicação grave como a inversão uterina, uma emergência obstétrica que exige intervenção imediata.
O período de dequitação, ou terceiro estágio do parto, é crucial e envolve a separação e expulsão da placenta. Complicações como a hemorragia pós-parto e a inversão uterina são emergências que exigem reconhecimento e manejo rápidos. O manejo ativo do terceiro estágio, que inclui a administração de ocitocina, clampeamento e secção precoce do cordão, e a tração controlada do cordão umbilical, visa reduzir a incidência de hemorragia pós-parto. A inversão uterina é uma complicação rara, mas grave, caracterizada pela rotação do fundo uterino para dentro da cavidade uterina, podendo exteriorizar-se pela vagina. Sua principal causa é a tração intempestiva do cordão umbilical antes da separação completa da placenta, ou a pressão excessiva no fundo uterino. A condição leva a dor intensa, choque hipovolêmico e hemorragia maciça, sendo uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade. O tratamento da inversão uterina é a reposição manual imediata do útero, preferencialmente por via vaginal, seguida de administração de ocitocina para manter o tônus e prevenir nova inversão. A prevenção é fundamental e baseia-se na correta execução do manejo ativo do terceiro estágio do parto, evitando a tração do cordão antes da separação placentária e garantindo que o útero esteja contraído antes de qualquer manobra.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, hemorragia vaginal profusa, choque hipovolêmico e a palpação de uma massa na vagina ou exteriorizada. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce.
A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero, preferencialmente por via vaginal, seguida de administração de ocitocina para manter o tônus uterino e prevenir nova inversão, além de suporte hemodinâmico e analgesia.
A tração controlada é aplicada suavemente após sinais de separação placentária, como o alongamento do cordão e a saída de sangue. A tração intempestiva é realizada sem esses sinais, aumentando o risco de inversão uterina e hemorragia.
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