FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Tercigesta, admitida na maternidade em trabalho de parto. Durante o 3º período clínico do parto apresentou dor súbita e hemorragia intensa que evoluiu para choque hipovolêmico. Ao exame físico, na palpação abdominal, observou-se ""fuga da matriz"". Foram realizados tratamento do choque, manobra da Taxe e procedimento de Huntington. De acordo com esses dados, o quadro clínico dessa paciente é compatível com:
Dor súbita + hemorragia intensa + choque + "fuga da matriz" pós-parto = Inversão Uterina Aguda.
A inversão uterina aguda é uma emergência obstétrica rara, mas grave, caracterizada por dor súbita, hemorragia intensa e choque hipovolêmico no terceiro período do parto. O sinal de "fuga da matriz" (depressão no fundo uterino) é patognomônico e o tratamento envolve reposição volêmica e reposicionamento uterino imediato.
A inversão uterina aguda é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, do terceiro período do parto, caracterizada pela protrusão do fundo uterino através do colo. Sua incidência é baixa, mas a morbimortalidade materna é alta devido à hemorragia maciça e ao choque hipovolêmico. É crucial que o residente de obstetrícia esteja apto a reconhecer e manejar essa emergência rapidamente. Os fatores de risco incluem tração excessiva do cordão umbilical antes da dequitação placentária, atonia uterina e placenta acreta. O quadro clínico é dramático, com dor súbita e intensa, hemorragia profusa e rápida instalação de choque hipovolêmico. O sinal de "fuga da matriz", onde o fundo uterino não é palpável no abdome, é um achado chave. A inversão pode ser completa (útero fora da vagina) ou incompleta. O manejo é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente com a ressuscitação volêmica agressiva e o reposicionamento manual do útero (manobra de Johnson ou Taxe). Se a manobra manual falhar, pode ser necessária a abordagem cirúrgica (procedimento de Huntington ou Haultain). Após o reposicionamento, a administração de uterotônicos é essencial para manter o útero contraído e prevenir nova inversão. A rapidez na intervenção é determinante para o prognóstico materno.
Os sinais incluem dor súbita e intensa no baixo ventre, hemorragia pós-parto profusa, choque hipovolêmico e, ao exame físico, a palpação de uma massa na vagina ou a ausência do fundo uterino na palpação abdominal ("fuga da matriz").
A conduta inicial é o tratamento do choque hipovolêmico com reposição volêmica agressiva e o reposicionamento manual imediato do útero (manobra de Johnson ou Taxe). A administração de tocolíticos pode facilitar a manobra.
A manobra de Taxe (ou Johnson) é a reposição manual do útero invertido. O procedimento de Huntington é uma técnica cirúrgica para reposicionar o útero invertido, geralmente por via abdominal, quando a manobra manual falha.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo