UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Pode-se afirmar que uma causa de inversão uterina aguda durante o secundamento é:
Inversão uterina aguda → tração excessiva do cordão umbilical durante o secundamento.
A inversão uterina é uma emergência obstétrica rara, mas grave, caracterizada pela protrusão do fundo uterino através do colo. A tração excessiva do cordão umbilical antes da dequitação completa da placenta é a causa mais comum, especialmente se o útero estiver atônico.
A inversão uterina aguda é uma complicação obstétrica rara, mas potencialmente fatal, que ocorre quando o fundo uterino se dobra para dentro da cavidade uterina ou mesmo para fora do colo. Sua incidência é baixa, variando de 1 em 2.000 a 1 em 10.000 partos, mas a gravidade reside na hemorragia maciça e no choque que podem se desenvolver rapidamente, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. É um tema crucial para residentes devido à sua natureza emergencial. A fisiopatologia da inversão uterina está frequentemente ligada a uma combinação de fatores, sendo a tração exagerada do cordão umbilical antes da dequitação completa da placenta a causa mais comum, especialmente em um útero atônico. Outros fatores incluem pressão fúndica excessiva e placenta acreta. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de dor, hemorragia e a palpação ou visualização do fundo uterino invertido. A suspeita deve ser alta em qualquer caso de hemorragia pós-parto grave e choque. O tratamento é uma emergência médica, com prioridade para o reposicionamento manual do útero, que deve ser feito o mais rápido possível para evitar o estrangulamento do colo. Após o reposicionamento, são administrados uterotônicos para manter o tônus uterino e prevenir a re-inversão. O manejo do choque hipovolêmico com fluidos e hemoderivados é fundamental. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo a hemorragia a principal causa de morbimortalidade.
A inversão uterina aguda manifesta-se por dor abdominal súbita e intensa, hemorragia pós-parto profusa, choque hipovolêmico e, em casos graves, a visualização da massa uterina invertida na vagina.
A conduta inicial é o reposicionamento manual imediato do útero, preferencialmente antes da contração do anel cervical, seguido de uterotônicos e tratamento do choque.
Além da tração excessiva do cordão, fatores como atonia uterina, placenta acreta, útero bicorno e uso inadequado de uterotônicos antes da dequitação placentária podem aumentar o risco.
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