FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
A correção manual da inversão uterina aguda pode ser realizada por meio da manobra de:
Inversão uterina aguda → Manobra de Taxe para correção manual imediata.
A manobra de Taxe é a primeira linha de tratamento para a inversão uterina aguda, visando a reposição manual do útero. É crucial agir rapidamente para evitar o choque hipovolêmico e outras complicações graves, sendo uma emergência obstétrica.
A inversão uterina aguda é uma emergência obstétrica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela protrusão do fundo uterino através do colo. Sua incidência é baixa, mas a mortalidade materna pode ser significativa se não for prontamente reconhecida e tratada. É crucial para residentes de ginecologia e obstetrícia compreenderem a fisiopatologia e o manejo rápido para garantir a segurança da paciente. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de dor, hemorragia e a palpação ou visualização do fundo uterino invertido. A principal causa é a tração excessiva do cordão umbilical durante o terceiro estágio do trabalho de parto, ou um fundo uterino atônico. A suspeita deve ser alta em qualquer caso de hemorragia pós-parto atípica ou choque desproporcional à perda sanguínea visível. O tratamento de escolha é a reposição manual do útero, preferencialmente pela manobra de Taxe, que consiste em empurrar o fundo uterino de volta para a cavidade abdominal. Após a correção, são administrados uterotônicos para manter o tônus uterino e prevenir a recorrência. Em casos refratários, pode ser necessária a reposição cirúrgica (manobra de Huntington) ou, em último caso, histerectomia.
A inversão uterina aguda se manifesta com dor abdominal súbita e intensa, hemorragia pós-parto, choque hipovolêmico e, em alguns casos, a visualização do fundo uterino na vagina ou no introito. É uma condição grave que exige reconhecimento imediato.
A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero através da manobra de Taxe, que deve ser realizada o mais rápido possível. Após a correção, são administrados uterotônicos para manter o tônus uterino e prevenir a recorrência, além de suporte hemodinâmico.
As principais complicações incluem choque hipovolêmico grave devido à hemorragia maciça, infecção, necrose uterina por isquemia e, em casos refratários ou de difícil manejo, pode ser necessária a histerectomia, com alto risco de morbimortalidade materna.
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