FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Multípara com hemorragia grave, após a dequitação, apresenta tumoração vaginal sangrante e fundo uterino muito abaixo da cicatriz umbilical. A conduta indicada é:
Hemorragia grave + tumoração vaginal + fundo uterino ↓ = Inversão uterina → Reposição manual imediata sob relaxamento uterino.
A inversão uterina é uma emergência obstétrica rara, mas grave, caracterizada pela protrusão do fundo uterino através do colo. A apresentação clássica inclui hemorragia, choque e uma massa na vagina ou exteriorizada. A reposição manual imediata é crucial, preferencialmente sob relaxamento uterino induzido por halogenados.
A inversão uterina é uma complicação rara, mas potencialmente fatal do pós-parto, onde o fundo uterino se dobra para dentro da cavidade uterina e pode até se exteriorizar pela vagina. Geralmente está associada a tração excessiva do cordão umbilical antes da dequitação completa da placenta ou atonia uterina. A hemorragia e o choque hipovolêmico são as principais causas de morbimortalidade. O diagnóstico é clínico, caracterizado por hemorragia grave, dor intensa, choque e a ausência do fundo uterino à palpação abdominal, com a presença de uma massa mole e sangrante na vagina. A inversão pode ser incompleta (fundo dentro da cavidade) ou completa (fundo exteriorizado). A identificação precoce é vital para o sucesso do tratamento. O tratamento é uma emergência e consiste na reposição manual imediata do útero. Para facilitar a reposição e relaxar o miométrio, podem ser utilizados agentes tocolíticos (como terbutalina intravenosa) ou anestésicos halogenados (como halotano ou isoflurano). Após a reposição, uterotônicos (ocitocina) são administrados para manter o tônus uterino e prevenir nova inversão. A reposição volêmica agressiva é fundamental para combater o choque.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, hemorragia pós-parto grave, choque hipovolêmico e a palpação ou visualização de uma massa na vagina ou exteriorizada, que é o fundo uterino invertido.
A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero, preferencialmente sob relaxamento uterino induzido por agentes tocolíticos (como terbutalina) ou anestésicos halogenados, enquanto se realiza reposição volêmica agressiva.
A inversão uterina é caracterizada pela ausência do fundo uterino na cavidade abdominal e pela presença de uma massa mole, sangrante, que é o próprio útero invertido. Outras causas, como miomas paridos, geralmente não cursam com a ausência do fundo uterino e o choque tão rapidamente.
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