Inversão Uterina Pós-Parto: Diagnóstico e Manejo Urgente

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Multípara com hemorragia grave, após a dequitação, apresenta tumoração vaginal sangrante e fundo uterino muito abaixo da cicatriz umbilical. A conduta indicada é:

Alternativas

  1. A) Realizar reposição volêmica e medroxiprogesterona intramuscular.
  2. B) Administrar uterotônicos e realizar exérese do tumor.
  3. C) Realizar o morcelamento do tumor via vaginal.
  4. D) Solicitar anestesia com halogenado e realizar manobra de Taxe.
  5. E) Realizar histerectomia.

Pérola Clínica

Hemorragia grave + tumoração vaginal + fundo uterino ↓ = Inversão uterina → Reposição manual imediata sob relaxamento uterino.

Resumo-Chave

A inversão uterina é uma emergência obstétrica rara, mas grave, caracterizada pela protrusão do fundo uterino através do colo. A apresentação clássica inclui hemorragia, choque e uma massa na vagina ou exteriorizada. A reposição manual imediata é crucial, preferencialmente sob relaxamento uterino induzido por halogenados.

Contexto Educacional

A inversão uterina é uma complicação rara, mas potencialmente fatal do pós-parto, onde o fundo uterino se dobra para dentro da cavidade uterina e pode até se exteriorizar pela vagina. Geralmente está associada a tração excessiva do cordão umbilical antes da dequitação completa da placenta ou atonia uterina. A hemorragia e o choque hipovolêmico são as principais causas de morbimortalidade. O diagnóstico é clínico, caracterizado por hemorragia grave, dor intensa, choque e a ausência do fundo uterino à palpação abdominal, com a presença de uma massa mole e sangrante na vagina. A inversão pode ser incompleta (fundo dentro da cavidade) ou completa (fundo exteriorizado). A identificação precoce é vital para o sucesso do tratamento. O tratamento é uma emergência e consiste na reposição manual imediata do útero. Para facilitar a reposição e relaxar o miométrio, podem ser utilizados agentes tocolíticos (como terbutalina intravenosa) ou anestésicos halogenados (como halotano ou isoflurano). Após a reposição, uterotônicos (ocitocina) são administrados para manter o tônus uterino e prevenir nova inversão. A reposição volêmica agressiva é fundamental para combater o choque.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais e sintomas da inversão uterina?

Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, hemorragia pós-parto grave, choque hipovolêmico e a palpação ou visualização de uma massa na vagina ou exteriorizada, que é o fundo uterino invertido.

Qual a conduta inicial para a inversão uterina?

A conduta inicial é a reposição manual imediata do útero, preferencialmente sob relaxamento uterino induzido por agentes tocolíticos (como terbutalina) ou anestésicos halogenados, enquanto se realiza reposição volêmica agressiva.

Como diferenciar inversão uterina de outras causas de massa vaginal pós-parto?

A inversão uterina é caracterizada pela ausência do fundo uterino na cavidade abdominal e pela presença de uma massa mole, sangrante, que é o próprio útero invertido. Outras causas, como miomas paridos, geralmente não cursam com a ausência do fundo uterino e o choque tão rapidamente.

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