SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Uma criança de nove meses de idade, anteriormente sadia, apresenta subitamente choro intenso, alguns vômitos e distensão abdominal. O toque retal revela a presença de sangue. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Lactente <1 ano com dor abdominal súbita, vômitos e sangue nas fezes → Invaginação intestinal.
A invaginação intestinal é uma emergência pediátrica comum em lactentes, caracterizada pela intussuscepção de um segmento intestinal em outro. A tríade clássica inclui dor abdominal intermitente, vômitos e fezes em geleia de framboesa, embora nem todos os sintomas estejam sempre presentes.
A invaginação intestinal é a causa mais comum de obstrução intestinal em crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, com pico de incidência entre 5 e 9 meses. É uma condição onde um segmento do intestino (intussusceptum) se invagina em outro segmento adjacente (intussuscipiens), levando à obstrução e isquemia. A rápida identificação e tratamento são cruciais para evitar complicações graves como necrose intestinal e perfuração. A fisiopatologia envolve a compressão dos vasos mesentéricos, resultando em edema, hemorragia e, eventualmente, isquemia e necrose. O diagnóstico é primariamente clínico, com a tríade de dor abdominal súbita e intermitente, vômitos e fezes em geleia de framboesa. O exame físico pode revelar uma massa palpável em forma de salsicha. O ultrassom abdominal é o exame de imagem de escolha, com alta sensibilidade e especificidade. O tratamento inicial para invaginação não complicada é a redução não cirúrgica por enema (pneumático ou hidrostático), que é bem-sucedida na maioria dos casos. A cirurgia é indicada em casos de falha da redução não cirúrgica, sinais de peritonite, perfuração intestinal ou instabilidade hemodinâmica. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (choro intenso), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliares) e fezes em geleia de framboesa (sangue e muco).
O ultrassom abdominal é o principal método diagnóstico, revelando o sinal do "alvo" ou "pseudorim" na secção transversal.
A conduta inicial para invaginação não complicada é a redução não cirúrgica, geralmente por enema pneumático ou hidrostático guiado por ultrassom ou fluoroscopia.
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