HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
A tríade clássica que caracteriza a invaginação íleo-ceco- cólica idiopática do lactente é:
Invaginação intestinal em lactente → dor abdominal em cólica, massa palpável, fezes em geleia de morango.
A invaginação intestinal é uma emergência pediátrica caracterizada pela tríade clássica de dor abdominal súbita e intermitente (em cólica), uma massa abdominal palpável (geralmente em forma de salsicha) e evacuações com muco e sangue, classicamente descritas como "geleia de morango".
A invaginação intestinal é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, sendo uma emergência cirúrgica pediátrica. Caracteriza-se pela telescopagem de um segmento intestinal em outro adjacente, mais frequentemente o íleo no cólon (invaginação íleo-ceco-cólica). A maioria dos casos em lactentes é idiopática, sem uma causa anatômica clara, embora infecções virais e hipertrofia de placas de Peyer possam estar envolvidas. A tríade clássica que caracteriza a invaginação intestinal é composta por: dor abdominal súbita e intermitente, de caráter cólico, que faz a criança chorar intensamente e encolher as pernas; uma massa abdominal palpável, tipicamente em forma de salsicha, geralmente no quadrante superior direito ou epigástrio; e evacuações com muco e sangue, classicamente descritas como "geleia de morango", que indicam isquemia da mucosa intestinal. O reconhecimento rápido dessa tríade é vital para o diagnóstico e manejo precoces, pois o atraso pode levar a complicações graves como necrose intestinal, perfuração e peritonite. O tratamento inicial geralmente envolve a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático), com a cirurgia reservada para casos de falha da redução, sinais de peritonite ou perfuração. Residentes devem estar aptos a identificar essa condição para garantir um desfecho favorável.
Os principais sinais são dor abdominal súbita e intermitente (em cólica), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos), massa abdominal palpável e, em estágios mais avançados, evacuações com muco e sangue, conhecidas como "fezes em geleia de morango".
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade clássica. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha, revelando o sinal do "alvo" ou "pseudorrim", confirmando a invaginação e auxiliando no tratamento por enema.
A detecção precoce é crucial para evitar complicações graves como isquemia intestinal, perfuração, peritonite e sepse. O tratamento não cirúrgico (redução por enema) tem maior taxa de sucesso e menor morbidade quando realizado nas primeiras 24-48 horas do início dos sintomas.
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