Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Criança de 5 meses de idade (sexo feminino) é conduzida pela mãe ao PS de pediatria com quadro de vômitos e dor abdominal há 24 horas. HPMA: há 24 horas, 1 episódio de vômito em jato. Cerca de 1 hora após o episódio inicial, passou a apresentar dor de forte intensidade, periódica, a intervalos cada vez mais curtos e de intensidade crescente, curvando o corpo ventralmente durante esses episódios, caracterizados como cólicas. Logo após os primeiros episódios, apresentou eliminação de secreção mucossanguinolenta pelo ânus. Refere febre de 38,2 ºC, ao chegar a este serviço. Nasceu de parto normal a termo e apresenta crescimento e desenvolvimento normais, sem antecedentes mórbidos. Exame físico geral: descorado, desidratado, T = 38,2 ºC, FC = 140 bpm; abdome distendido com massa palpável no hipocôndrio direito, alongada como um chouriço. Não se palpam alças intestinais na fossa ilíaca direita (vazia?), palpando-se a parede abdominal posterior. Discretos sinais de resistência à palpação abdominal. Eliminou novamente secreção mucossanguinolenta pelo ânus. Considerando esse quadro, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta a ser tomada.
Invaginação intestinal: lactente com dor abdominal cólica, vômitos, fezes mucossanguinolentas ("geleia de framboesa") e massa em "chouriço".
A invaginação intestinal é uma emergência cirúrgica pediátrica comum, caracterizada pela intussuscepção de um segmento intestinal em outro. A tríade clássica inclui dor abdominal intermitente, vômitos e fezes com muco e sangue.
A invaginação intestinal, ou intussuscepção, é a causa mais comum de obstrução intestinal em crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, sendo uma emergência cirúrgica pediátrica. Caracteriza-se pela telescopagem de um segmento intestinal em outro, geralmente o íleo no cólon. É crucial o reconhecimento precoce para evitar complicações graves. A fisiopatologia envolve o peristaltismo anormal que leva à invaginação, causando obstrução e isquemia. O diagnóstico é clínico, com a tríade clássica de dor abdominal intermitente, vômitos e fezes em "geleia de framboesa", e confirmado por ultrassonografia abdominal, que revela o sinal do "alvo" ou "pseudorim". O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema hidrostático (ar ou solução salina) guiado por imagem, com altas taxas de sucesso se realizada precocemente. Em casos de falha da redução, sinais de peritonite, perfuração ou instabilidade hemodinâmica, a cirurgia é indicada para desinvaginação ou ressecção do segmento necrótico.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente, vômitos, fezes com muco e sangue ("geleia de framboesa") e, em alguns casos, uma massa palpável em forma de "chouriço".
A conduta inicial envolve estabilização do paciente e tentativa de redução não cirúrgica, geralmente por enema hidrostático (ar ou solução salina) guiado por ultrassom ou fluoroscopia.
O sinal de Dance refere-se à ausência de alças intestinais palpáveis na fossa ilíaca direita, indicando que o ceco se invaginou para outro quadrante, sendo um achado sugestivo de invaginação.
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