Invaginação Intestinal Pediátrica: Diagnóstico e Manejo

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023

Enunciado

A invaginação ou intussuscepção intestinal é a penetração de uma porção do intestino proximal no distal, em decorrência de sua peristalse.Sobre a invaginação ou intussuspceção intestinal, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A tríade clássica de Ombredane consiste de vômitos biliosos, fossa ilíaca direita vazia e fezes em “geleia de morango”.
  2. B) A apresentação de sangramento anal está associada à isquemia do intestino e, portanto, ocorrerá alguns dias após a instalação do quadro.
  3. C) As alternativas de tratamento radiológicas têm melhores resultados do que as operatórias, com menores taxas de recorrência.
  4. D) Os casos idiopáticos, ou seja, sem uma doença estrutural de base, são menos comuns e acometem crianças mais velhas.
  5. E) Pode ter velocidade de progressão muito rápida, chegando a se exteriorizar pelo ânus, simulando um prolapso retal.

Pérola Clínica

Intussuscepção intestinal: pode exteriorizar-se pelo ânus, simulando prolapso retal.

Resumo-Chave

A invaginação intestinal é uma emergência pediátrica comum, onde um segmento do intestino se invagina em outro. Embora a tríade clássica inclua dor abdominal, massa palpável e fezes em geleia de morango, a apresentação pode ser variada, e a exteriorização pelo ânus é uma manifestação rara, mas possível, que pode confundir o diagnóstico com prolapso retal.

Contexto Educacional

A invaginação intestinal, ou intussuscepção, é a causa mais comum de obstrução intestinal em crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, sendo uma emergência cirúrgica pediátrica. Caracteriza-se pela telescopagem de um segmento intestinal em outro adjacente, levando a isquemia e necrose se não tratada. A apresentação clínica clássica inclui dor abdominal súbita e intermitente, vômitos, massa palpável em forma de salsicha e fezes em "geleia de morango", embora a tríade completa seja observada em menos da metade dos pacientes. O diagnóstico é primariamente clínico, mas o ultrassom abdominal é o método de imagem de escolha, revelando o sinal do "alvo" ou "pseudorrim". Em casos idiopáticos, que são a maioria em crianças pequenas, não há um ponto de partida patológico. Em crianças mais velhas ou adultos, é mais comum encontrar uma causa subjacente, como divertículo de Meckel, pólipos ou tumores. A velocidade de progressão do quadro pode ser rápida, e em situações extremas, a porção invaginada pode exteriorizar-se pelo ânus, simulando um prolapso retal, o que exige um diagnóstico diferencial cuidadoso. O tratamento inicial para a invaginação não complicada é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático), com altas taxas de sucesso. A cirurgia é indicada em casos de falha da redução não cirúrgica, sinais de peritonite, perfuração intestinal ou quando há uma lesão patológica como ponto de partida. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento precoce, mas o atraso no diagnóstico e manejo pode levar a complicações graves como perfuração, peritonite e sepse.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da tríade clássica da invaginação intestinal?

A tríade clássica da invaginação intestinal consiste em dor abdominal intermitente e intensa, massa palpável em forma de salsicha e fezes em "geleia de morango" (sangue e muco).

Qual o tratamento inicial para a invaginação intestinal em crianças?

O tratamento inicial geralmente envolve a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático) guiado por ultrassom ou fluoroscopia, com alta taxa de sucesso em casos não complicados.

Quando a invaginação intestinal é considerada idiopática e qual a faixa etária mais comum?

A maioria dos casos de invaginação intestinal em crianças pequenas (geralmente entre 3 meses e 3 anos) é idiopática, sem uma causa estrutural identificável, sendo mais comum nessa faixa etária.

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