HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Valentina, 11 meses, dá entrada no pronto socorro com quadro de vômito, distensão abdominal e queda do estado geral há 24 horas. Mãe relata que não evacua há 3 dias. Ao exame paciente em regular estado geral, hipoativa, levemente taquipneica, com abdome muito distendido e RHA aumentados. Ao toque retal apresenta sangue na ampola retal. Foi encaminhada á tomografia e, devido ao estímulo decorrente do toque retal, eliminou muco e sangue na fralda durante o exame. Frente a este quadro, qual a alteração radigráfica e diagnóstico provável?
Lactente com vômito + dor abdominal + distensão + fezes em geleia de framboesa → Invaginação intestinal.
A invaginação intestinal é uma emergência cirúrgica pediátrica, mais comum em lactentes entre 5 e 12 meses. A tríade clássica inclui dor abdominal intermitente, vômitos e fezes em 'geleia de framboesa'. O sinal do alvo na imagem é patognomônico.
A invaginação intestinal, ou intussuscepção, é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, com pico de incidência entre 5 e 12 meses de idade. É uma emergência cirúrgica pediátrica que ocorre quando um segmento do intestino se invagina para dentro de um segmento distal, causando obstrução e isquemia. O reconhecimento precoce e a intervenção são vitais para prevenir complicações graves como necrose intestinal e perfuração. A fisiopatologia da invaginação é frequentemente idiopática em crianças, mas pode ser associada a um ponto de partida (leading point) como divertículo de Meckel, pólipos ou linfonodos hiperplásicos. Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita e intermitente (cólica), vômitos (inicialmente não biliares, depois biliares), distensão abdominal e, classicamente, fezes em 'geleia de framboesa' (muco e sangue). Ao exame físico, pode-se palpar uma massa em 'salsicha' no abdome. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que revela o característico 'sinal do alvo' ou 'sinal do donut'. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente com fluidos intravenosos e descompressão gástrica. A redução não cirúrgica, por enema hidrostático (com soro fisiológico ou contraste) ou pneumático (com ar), guiada por ultrassom ou fluoroscopia, é a primeira linha de tratamento em casos sem sinais de peritonite ou perfuração. A cirurgia é indicada em casos de falha da redução não cirúrgica, instabilidade hemodinâmica, peritonite, ou quando há um ponto de partida patológico. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento oportunos.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (cólica), vômitos (inicialmente não biliares, depois biliares), distensão abdominal e eliminação de fezes com muco e sangue, descritas como 'geleia de framboesa'.
O 'sinal do alvo' ou 'sinal do donut' é um achado radiográfico (ultrassonografia ou tomografia) patognomônico da invaginação intestinal, representando as camadas concêntricas do intestino invaginado. Sua identificação é crucial para o diagnóstico e manejo rápido.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, hidratação venosa e descompressão gástrica. O tratamento definitivo é a redução da invaginação, que pode ser hidrostática ou pneumática guiada por imagem, ou cirúrgica em casos de falha ou complicações.
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