IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Lactente de quatro meses, sexo masculino, apresenta quadro paroxístico e intermitente de cólicas e choro intenso, de poucas horas de duração, acompanhado de vômitos e irritabilidade. Toque retal: presença de muco sanguinolento. Qual é o diagnóstico mais provável?
Lactente com dor abdominal paroxística, vômitos e muco sanguinolento no toque retal → Invaginação intestinal.
A invaginação intestinal é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas. O quadro clássico inclui dor abdominal súbita e intermitente (cólicas), vômitos e, posteriormente, a eliminação de fezes com muco e sangue, descritas como "geleia de framboesa". A irritabilidade e a presença de uma massa palpável em forma de salsicha também são achados comuns.
A invaginação intestinal, ou intussuscepção, é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, geralmente entre 3 meses e 3 anos de idade. Caracteriza-se pela telescopagem de um segmento intestinal em outro adjacente, mais distal, resultando em obstrução e isquemia. A maioria dos casos em crianças é idiopática, mas pode estar associada a linfonodos mesentéricos hiperplásicos após infecções virais. É uma emergência pediátrica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. O quadro clínico típico da invaginação intestinal inclui dor abdominal súbita, intensa e intermitente, que faz o lactente chorar inconsolavelmente e flexionar as pernas sobre o abdome, alternando com períodos de acalmia. Vômitos são comuns e podem se tornar biliosos. Um achado clássico, embora tardio, é a eliminação de fezes com muco e sangue, descritas como "geleia de framboesa". Ao exame físico, pode-se palpar uma massa abdominal em forma de salsicha. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história e exame físico, e confirmado pela ultrassonografia abdominal, que demonstra o sinal do "alvo" ou "pseudorrim". O tratamento inicial é geralmente a redução não cirúrgica por enema (hidrostático com soro fisiológico ou pneumático com ar), realizada sob controle radiológico ou ultrassonográfico. A cirurgia é indicada em casos de falha da redução não cirúrgica, sinais de peritonite, perfuração intestinal ou instabilidade hemodinâmica. O prognóstico é excelente com tratamento precoce, mas atrasos podem levar a necrose intestinal e complicações graves.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (cólicas intensas), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos), irritabilidade e, em estágios mais avançados, eliminação de fezes com muco e sangue, semelhantes a "geleia de framboesa".
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha para confirmar a invaginação, mostrando o sinal do "alvo" ou "pseudorrim".
Na suspeita, o paciente deve ser estabilizado com fluidos intravenosos. O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático), sob fluoroscopia ou ultrassonografia. A cirurgia é reservada para falha da redução ou sinais de perfuração/peritonite.
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