Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Lactente hígida trazida pelos pais ao Pronto Socorro referendo fezes misturadas com sangue choro forte, a mãe refere que a criança se contorce de dor e às vezes vomita conteúdo alimentar. Repetindo o mesmo episódio várias vezes no intervalo do dia a criança permanece prostrada. No exame físico, ela se encontra em bom estado geral, nutrida, hidratada e afebril. Aparente dor a palpação abdominal, sem entretanto se identificar distensão ou massa palpável. Qual exame complementar para o diagnóstico deve ser solicitado?
Lactente com dor abdominal súbita intermitente, vômitos e sangramento retal → USG abdominal para invaginação intestinal.
A invaginação intestinal é uma emergência pediátrica comum em lactentes, caracterizada por dor abdominal súbita e intermitente, vômitos e, classicamente, fezes em "geleia de framboesa". A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para o diagnóstico.
A invaginação intestinal, ou intussuscepção, é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças jovens, geralmente entre 3 meses e 3 anos de idade. Caracteriza-se pela telescopagem de um segmento intestinal para dentro de outro adjacente, mais distal, levando à obstrução e, se não tratada, à isquemia e necrose intestinal. A maioria dos casos é idiopática, mas pode ser secundária a um ponto de partida (como divertículo de Meckel ou pólipo) em crianças mais velhas. Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita, intensa e intermitente, que faz a criança chorar e se contorcer, alternando com períodos de letargia. Vômitos são comuns e, posteriormente, podem surgir fezes com sangue e muco, classicamente descritas como "geleia de framboesa". Ao exame físico, pode-se palpar uma massa em forma de salsicha no abdome. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, com alta sensibilidade e especificidade, mostrando o sinal do "alvo" ou "pseudorim". O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático com soro fisiológico ou pneumático com ar), guiado por ultrassom ou fluoroscopia, desde que não haja sinais de peritonite, perfuração ou choque. A redução cirúrgica é indicada em casos de falha da redução não cirúrgica, sinais de complicação ou quando há um ponto de partida patológico. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces, mas o atraso pode levar a complicações graves e aumento da morbimortalidade.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (cólica), vômitos (podendo ser biliares), e fezes com sangue e muco, descritas como "geleia de framboesa".
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, revelando o sinal do "alvo" ou "pseudorim" na secção transversal e longitudinal, respectivamente.
Após o diagnóstico, a conduta inicial é a redução não cirúrgica, geralmente por enema hidrostático ou pneumático guiado por ultrassom ou fluoroscopia, se não houver sinais de peritonite ou perfuração.
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