Adenomiose: Diagnóstico, Sintomas e Impacto na Fertilidade

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

A invaginação do endométrio para a musculatura uterina leva a aumento volumétrico uterino e, por vezes, a sangramento, dor pélvica e infertilidade. Essa patologia ginecológica é conhecida como:

Alternativas

  1. A) Endometriose.
  2. B) Pólipo endometrial.
  3. C) Miomatose uterina.
  4. D) Adenomiose.

Pérola Clínica

Adenomiose = Tecido endometrial no miométrio → Útero aumentado, menorragia, dismenorreia, infertilidade.

Resumo-Chave

A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial dentro da camada muscular do útero (miométrio), resultando em aumento do volume uterino, sangramento uterino anormal (menorragia), dor pélvica crônica e, em alguns casos, infertilidade.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Essa invaginação do endométrio resulta em hipertrofia e hiperplasia do miométrio adjacente, levando a um aumento difuso ou focal do volume uterino. É uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas na perimenopausa, embora possa afetar mulheres mais jovens e estar associada à infertilidade. A fisiopatologia exata da adenomiose não é totalmente compreendida, mas teorias sugerem que pode envolver trauma uterino (como cirurgias), fatores hormonais e inflamatórios. As manifestações clínicas incluem sangramento uterino anormal (menorragia), dismenorreia severa e dor pélvica crônica. A infertilidade pode ocorrer devido a alterações na contratilidade uterina, inflamação local e impacto na receptividade endometrial. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela clínica e exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. O tratamento da adenomiose varia de acordo com a gravidade dos sintomas, o desejo de gravidez e a idade da paciente. Opções incluem analgésicos, contraceptivos hormonais, análogos de GnRH e, em casos refratários ou quando a fertilidade não é mais uma preocupação, a histerectomia é o tratamento definitivo. A adenomiose é uma causa importante de morbidade ginecológica e seu reconhecimento é fundamental para o manejo adequado e melhora da qualidade de vida das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da adenomiose?

Os sintomas mais comuns são sangramento uterino anormal (menorragia), dismenorreia (dor menstrual intensa) e dor pélvica crônica. O útero pode estar aumentado e doloroso à palpação.

Como a adenomiose é diagnosticada?

O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal (que pode mostrar útero globoso, miométrio heterogêneo, cistos anecóicos) e ressonância magnética pélvica, sendo o diagnóstico definitivo histopatológico após histerectomia.

Qual a diferença entre adenomiose e endometriose?

A adenomiose é a presença de tecido endometrial dentro do miométrio (parede muscular do útero), enquanto a endometriose é a presença de tecido endometrial fora do útero, em locais como ovários, peritônio e ligamentos uterossacros.

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