UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Fernanda, 10 meses de idade, é trazida à emergência pediátrica. Sua mãe relata que a criança, previamente hígida, iniciou quadro de dor abdominal em cólicas, intensa, com palidez e sudorese importantes durante o evento há cerca de 6 horas. No exame físico, criança calma e estável hemodinamicamente, uma massa foi palpada em hipogástrio, além disso, no toque retal, fezes amolecidas com presença de muco e sangue foram percebidas. Assinale a alternativa INCORRETA.
Intussuscepção em lactente: dor cólica + massa abdominal + fezes geleia de framboesa → USG imagem em alvo.
A intussuscepção é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças jovens. O quadro clássico inclui dor abdominal intermitente e intensa, vômitos, massa palpável e fezes com muco e sangue ("geleia de framboesa"). O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia e o tratamento inicial pode ser a redução por enema.
A intussuscepção, ou invaginação intestinal, é a causa mais comum de obstrução intestinal em crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, com pico de incidência entre 5 e 9 meses. A etiologia é frequentemente idiopática, mas pode estar associada a um ponto-guia, como divertículo de Meckel ou pólipo. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves como isquemia e perfuração intestinal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor abdominal em cólicas, vômitos e fezes em "geleia de framboesa", além da palpação de uma massa abdominal. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, demonstrando a imagem característica em "alvo" ou "pseudorrim". É fundamental diferenciar de outras causas de dor abdominal aguda na infância, como apendicite, que é rara em lactentes. O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema (pneumático ou hidrostático) sob fluoroscopia ou ultrassonografia, que é bem-sucedida em grande parte dos casos. A cirurgia é indicada em falha da redução não cirúrgica, sinais de peritonite, perfuração intestinal ou instabilidade hemodinâmica. O prognóstico é geralmente bom com diagnóstico e tratamento precoces.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (em cólicas), vômitos, palidez, sudorese, e a presença de fezes com muco e sangue, descritas como "geleia de framboesa". Uma massa abdominal palpável também é comum.
O enema (pneumático ou hidrostático, sob escopia) é tanto diagnóstico quanto terapêutico. Ele pode reduzir a invaginação em muitos casos, evitando a cirurgia, especialmente se realizado precocemente e na ausência de sinais de perfuração ou peritonite.
A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha para o diagnóstico, revelando a imagem característica em "alvo" ou "pseudorrim" devido às camadas concêntricas de intestino invaginado.
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