AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Sobre a intussuscepção intestinal na infância, analise as afirmativas abaixo: I. A forma mais comum é a íleo-cólica. II. O ultrassom é o padrão ouro para diagnóstico. III. O ápice da intussuscepção pode se exteriorizar pelo ânus, em casos negligenciados. Assinale a alternativa correta:
Intussuscepção = Íleo-cólica (mais comum) + USG (padrão-ouro) + Risco de exteriorização anal.
A intussuscepção é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes; o diagnóstico precoce via ultrassonografia permite o tratamento não cirúrgico.
A intussuscepção intestinal ocorre quando um segmento do intestino desliza para dentro do segmento adjacente. A tríade clássica de dor abdominal paroxística, massa palpável e fezes em geleia de morango está presente em menos de 40% dos pacientes. O tratamento inicial para pacientes estáveis é a redução não cirúrgica (enema hidrostático ou pneumático). Casos com sinais de peritonite ou falha na redução conservadora exigem laparotomia de urgência.
A forma íleo-cólica é a mais frequente, onde o íleo terminal se invagina para dentro do cólon ascendente. Na maioria das crianças entre 6 meses e 2 anos, a causa é idiopática, associada à hiperplasia linfoide pós-viral.
O ultrassom possui alta sensibilidade e identifica sinais clássicos como o 'sinal do alvo' em cortes transversais e o 'sinal do pseudorrim' em cortes longitudinais, sem radiação ionizante.
Em casos negligenciados, o ápice da invaginação pode progredir por todo o cólon até se exteriorizar pelo ânus, podendo ser confundido com prolapso retal.
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