SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um lactente de 6 meses de vida foi levado à emergência por causa de vômitos persistentes, desconforto abdominal e irritabilidade. Ao exame físico, verificaram-se uma massa abdominal palpável, distensão abdominal e sensibilidade à palpação no quadrante superior direito. Os sinais vitais mostraram FC = 140 bpm, FR = 30 irpm, PA = 100 mmHg X 60 mmHg e temperatura = 38 °C. Realizou-se uma radiografia simples de abdome, que revelou uma imagem em “meia-lua” com nível hidroaéreo. Assinale a alternativa que apresenta a suspeita diagnóstica mais provável nesse caso.
Lactente com vômitos, dor abdominal, massa palpável e imagem "meia-lua" na RX → Obstrução intestinal por intussuscepção.
O quadro clínico de um lactente com vômitos persistentes, dor abdominal, irritabilidade, massa abdominal palpável e distensão, associado à imagem de "meia-lua" e níveis hidroaéreos na radiografia de abdome, é altamente sugestivo de obstrução intestinal, sendo a intussuscepção a causa mais provável nessa faixa etária.
A intussuscepção intestinal é a causa mais comum de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, geralmente entre 3 meses e 3 anos de idade. Caracteriza-se pela invaginação de um segmento do intestino em outro adjacente, levando à obstrução e, se não tratada, à isquemia e necrose intestinal. O quadro clínico típico inclui dor abdominal paroxística, vômitos, irritabilidade e, em fases mais avançadas, fezes em geleia de framboesa e massa abdominal palpável. O diagnóstico é primariamente clínico e pode ser auxiliado por exames de imagem. A radiografia simples de abdome pode mostrar sinais de obstrução intestinal, como distensão de alças e níveis hidroaéreos, e ocasionalmente o sinal da "meia-lua" (representando o ar preso entre as paredes invaginadas). A ultrassonografia é o método de imagem de escolha, revelando o sinal do "alvo" ou "donut". O manejo da intussuscepção é uma emergência pediátrica. A redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático) é a primeira linha de tratamento em casos sem sinais de perfuração ou peritonite. Se a redução não for bem-sucedida ou houver complicações, a intervenção cirúrgica é necessária para desinvaginar o intestino ou ressecar o segmento necrótico.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (paroxística), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos), irritabilidade, massa abdominal palpável em "salsicha" e fezes em geleia de framboesa (sangue e muco).
A radiografia simples de abdome pode mostrar sinais de obstrução intestinal (distensão de alças, níveis hidroaéreos). O sinal da "meia-lua" ou "alvo" é mais característico na ultrassonografia, mas a questão se refere a um achado que sugere obstrução.
O tratamento inicial, se não houver sinais de perfuração ou peritonite, é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático) guiado por ultrassom ou fluoroscopia. Em caso de falha ou complicações, a cirurgia é indicada.
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