Intussuscepção Intestinal: Diagnóstico e Manejo em Crianças

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Criança, 9 meses de idade, sexo masculino, previamente saudável, é admitido no PS em bom estado geral, com história de choro intenso com períodos de acalmia sugestivos de dor abdominal em cólica e vômitos. Após algumas horas, apresentou distensão abdominal e evacuação com muco sanguinolento. Nesse cenário, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se solicitar colonoscopia de urgência devido ao sangramento intestinal.
  2. B) A ultrassonografia pode ser usada para diagnóstico e tratamento.
  3. C) A causa mais frequente é o divertículo de Meckel com mucosa gástrica ectópica.
  4. D) Há indicação cirúrgica após exames pré-operatórios e estabilização clínica.

Pérola Clínica

Lactente com cólica intermitente, vômitos e fezes muco-sanguinolentas → Intussuscepção. USG = diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito é clássico de intussuscepção intestinal em lactentes. A ultrassonografia é o método de escolha para o diagnóstico e, em muitos casos, pode guiar a redução não cirúrgica (hidrostática ou pneumática), que é a primeira linha de tratamento se não houver sinais de complicação.

Contexto Educacional

A intussuscepção intestinal é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, sendo uma emergência pediátrica que requer diagnóstico e tratamento rápidos. Caracteriza-se pela invaginação de um segmento intestinal em outro adjacente, levando à obstrução e, potencialmente, à isquemia e necrose. A maioria dos casos em lactentes é idiopática, mas em crianças maiores, uma causa patológica (ponto-guia) deve ser investigada. A fisiopatologia envolve a compressão vascular e linfática no segmento invaginado, resultando em edema, sangramento e, se não tratada, perfuração e peritonite. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade clássica de dor abdominal em cólica intermitente, vômitos e fezes em 'geleia de framboesa'. O exame físico pode revelar uma massa palpável em forma de 'salsicha' no abdome. O tratamento inicial, na ausência de contraindicações como peritonite ou perfuração, é a redução não cirúrgica, geralmente por enema hidrostático (com soro fisiológico ou contraste) ou pneumático, guiado por ultrassonografia ou fluoroscopia. A cirurgia é reservada para casos de falha da redução não cirúrgica, sinais de complicação ou intussuscepção recorrente com ponto-guia. O prognóstico é excelente com o diagnóstico e tratamento precoces.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da intussuscepção intestinal em lactentes?

Os sinais clássicos incluem choro intenso e súbito com períodos de acalmia (dor em cólica intermitente), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos), distensão abdominal e, tardiamente, evacuações com muco e sangue, descritas como 'geleia de framboesa'.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico e tratamento da intussuscepção?

A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico, revelando o sinal do 'alvo' ou 'pseudorrim'. Além disso, pode ser utilizada para guiar a redução hidrostática (com soro fisiológico) ou pneumática (com ar), que são métodos terapêuticos não cirúrgicos eficazes.

Quando a cirurgia é indicada para intussuscepção intestinal?

A cirurgia é indicada quando a redução não cirúrgica falha, há sinais de peritonite, perfuração intestinal, instabilidade hemodinâmica, ou quando uma causa patológica (como um divertículo de Meckel ou pólipo) é suspeita ou confirmada como ponto-guia da intussuscepção.

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