IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Lactente de 10 meses, com peso de 11 kg, é atendido no pronto-socorro pediátrico com queixas de que, há 12 horas, alterna momentos de irritabilidade e choro com sonolência. Vomitou duas vezes no início do quadro e apresentou uma evacuação amolecida. Há 2 horas piorou mostrando-se extremamente letárgico. Há 10 dias apresentou quadro respiratório alto com coriza, tosse e febre, sendo medicado com dipirona para "dor de ouvido". Ao exame físico, constatou-se a temperatura de 36,3°C em criança extremamente letárgica que reage a estímulos dolorosos. Ao exame abdominal, palpou-se uma massa no quadrante superior direito. Esse quadro sugere:
Lactente + dor abdominal intermitente + vômitos + letargia + massa abdominal palpável = Intussuscepção intestinal.
A intussuscepção intestinal é uma emergência pediátrica caracterizada pela invaginação de um segmento intestinal em outro, causando dor abdominal intermitente, vômitos, letargia e, classicamente, uma massa palpável e fezes em geleia de framboesa (sinal tardio).
A intussuscepção intestinal é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal em lactentes e crianças pequenas, sendo uma emergência cirúrgica pediátrica. Ocorre quando um segmento do intestino se invagina em outro adjacente, como um telescópio, levando à obstrução e, se não tratada, à isquemia e necrose intestinal. A apresentação clínica é classicamente caracterizada por dor abdominal súbita e intermitente, que se manifesta como paroxismos de choro intenso e irritabilidade, alternados com períodos de letargia. Vômitos são comuns, e as fezes podem se tornar sanguinolentas com muco, descritas como 'geleia de framboesa', um sinal tardio. A palpação abdominal pode revelar uma massa em forma de salsicha, geralmente no quadrante superior direito. Infecções virais prévias, como o quadro respiratório alto mencionado, são fatores de risco conhecidos devido à hipertrofia das placas de Peyer. O diagnóstico é frequentemente confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o sinal do 'alvo' ou 'pseudorrim'. O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático com soro fisiológico ou pneumático com ar), realizada sob fluoroscopia ou ultrassonografia. A cirurgia é reservada para casos de falha da redução, sinais de perfuração intestinal ou peritonite. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para evitar complicações graves como necrose intestinal e perfuração.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intermitente (paroxismos de choro e irritabilidade), vômitos, letargia, fezes em geleia de framboesa (sangue e muco) e uma massa palpável em forma de salsicha no abdome, geralmente no quadrante superior direito.
Infecções virais recentes, como as que causam quadros respiratórios altos, são frequentemente associadas à intussuscepção. Acredita-se que a hipertrofia dos linfonodos mesentéricos (placas de Peyer) após a infecção possa atuar como um ponto de partida para a invaginação intestinal.
O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mostra o sinal do 'alvo' ou 'pseudorrim'. O tratamento inicial é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático ou pneumático), sob fluoroscopia ou ultrassom. Em casos de falha da redução, sinais de peritonite ou perfuração, a cirurgia é indicada.
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