UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Criança, 9 meses de idade, sexo masculino, previamente saudável, é admitido no PS em bom estado geral, com história de choro intenso com períodos de acalmia sugestivos de dor abdominal em cólica e vômitos. Após algumas horas, apresentou distensão abdominal e evacuação com muco sanguinolento. Assinale a alternativa correta.
Lactente com dor abdominal em cólica intermitente, vômitos e fezes em "geleia de framboesa" → Intussuscepção → USG para diagnóstico e redução.
O quadro clínico descrito é clássico de intussuscepção intestinal em lactentes, caracterizado por dor abdominal súbita e intermitente, vômitos e, posteriormente, fezes com muco e sangue ("geleia de framboesa"). A ultrassonografia é o método de escolha para o diagnóstico e, em muitos casos, para a redução não cirúrgica.
A intussuscepção intestinal é a causa mais comum de obstrução intestinal em crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, sendo mais frequente em lactentes. Caracteriza-se pela invaginação de um segmento intestinal em outro adjacente, levando a isquemia e necrose se não tratada rapidamente. É uma emergência pediátrica que exige reconhecimento precoce. O quadro clínico típico inclui dor abdominal súbita e intermitente (choro intenso com períodos de acalmia), vômitos e, em fases mais avançadas, fezes com muco e sangue ("geleia de framboesa") e massa palpável em forma de "salsicha". A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, com alta sensibilidade e especificidade, mostrando o sinal do "alvo" ou "pseudorrim", que é patognomônico. Além do diagnóstico, a ultrassonografia pode guiar a redução não cirúrgica da intussuscepção através de enema hidrostático ou pneumático, que é o tratamento de escolha na maioria dos casos sem sinais de peritonite ou perfuração. A cirurgia é reservada para falha da redução não cirúrgica ou complicações, como isquemia ou perfuração intestinal.
Os principais sintomas da intussuscepção em crianças incluem dor abdominal súbita e intermitente (choro intenso com períodos de acalmia), vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos), distensão abdominal e, em fases mais avançadas, evacuação de fezes com muco e sangue, descritas como "geleia de framboesa".
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para o diagnóstico da intussuscepção, mostrando o sinal do "alvo" ou "pseudorrim". Além de diagnosticar, a USG pode guiar a redução não cirúrgica da intussuscepção por meio de enema hidrostático ou pneumático, que é o tratamento inicial na maioria dos casos.
A intussuscepção requer intervenção cirúrgica quando há sinais de peritonite, perfuração intestinal, instabilidade hemodinâmica, ou quando a redução não cirúrgica por enema falha. A cirurgia permite a redução manual ou ressecção do segmento intestinal invaginado.
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