HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Qual a conduta na intussuscepção ileocólica em crianças sem sinais de sofrimento intestinal?
Intussuscepção ileocólica sem sofrimento intestinal → Enema (hidrostático/pneumático) é a conduta inicial.
Em crianças com intussuscepção ileocólica e sem sinais de peritonite, choque ou perfuração, a redução não cirúrgica por enema (hidrostático com contraste ou pneumático com ar) é o tratamento de escolha, com altas taxas de sucesso e menor morbidade.
A intussuscepção ileocólica é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal em crianças pequenas, geralmente entre 3 meses e 3 anos de idade. Caracteriza-se pela invaginação de um segmento intestinal em outro adjacente, levando a dor abdominal intensa e intermitente. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como isquemia e perfuração intestinal. O diagnóstico é primariamente clínico, com a tríade clássica de dor abdominal, vômitos e fezes em geleia de framboesa, embora nem todos os sintomas estejam presentes. A ultrassonografia abdominal é o método de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, revelando o sinal do 'alvo' ou 'pseudorrim'. A identificação de sinais de sofrimento intestinal, como peritonite ou choque, é fundamental para determinar a abordagem terapêutica. A conduta na intussuscepção ileocólica depende da presença de sinais de sofrimento intestinal. Em crianças hemodinamicamente estáveis e sem sinais de peritonite ou perfuração, o tratamento de escolha é a redução não cirúrgica por enema (hidrostático com contraste ou pneumático com ar), que tem altas taxas de sucesso. A cirurgia é reservada para casos de falha da redução por enema, sinais de sofrimento intestinal ou presença de um ponto-guia patológico.
A intussuscepção classicamente se manifesta com dor abdominal intermitente e intensa, vômitos, fezes em geleia de framboesa e massa palpável em salsicha no abdome. Nem todos os sintomas estão sempre presentes, e a apresentação pode ser atípica em lactentes.
O enema, seja hidrostático ou pneumático, apresenta taxas de sucesso na redução da intussuscepção que podem ultrapassar 80% a 90%, especialmente quando realizado precocemente e na ausência de complicações como perfuração ou peritonite.
A cirurgia é indicada na falha da redução por enema, em casos de intussuscepção com sinais de sofrimento intestinal, peritonite, perfuração ou choque, ou quando há uma lesão patológica como ponto-guia, como um divertículo de Meckel.
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