HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Um paciente de 49 anos está em sala operatória para ser operado por abdome agudo obstrutivo, secundário a neoplasia de cólon sigmoide. Comorbidades: obesidade, esteatose hepática e dislipidemia. Pulso: 98 bpm, PA: 120 × 70 mmHg, saturação de oxigênio: 97%, em ar ambiente. Foi internado com disfunção renal aguda, parcialmente revertida com hidratação. Creatinina: 1,5 mg/dL, K+ : 4,3 mEq/L, hemoglobina: 11 g/dL. Para intubação orotraqueal para a cirurgia, considerando a escolha de utilizar a intubação de sequência rápida:
Intubação de Sequência Rápida (ISR) → pré-oxigenação é CRÍTICA para aumentar reserva de O2 e prolongar tempo de apneia segura.
A pré-oxigenação adequada é a etapa mais importante da ISR, pois maximiza as reservas de oxigênio do paciente, permitindo um período de apneia mais longo e seguro durante a intubação, minimizando o risco de dessaturação e hipóxia, especialmente em pacientes com risco de via aérea difícil ou aspiração.
A Intubação de Sequência Rápida (ISR) é uma técnica essencial no manejo da via aérea em situações de emergência e cirurgias com risco de aspiração, como no caso de abdome agudo. Seu objetivo é garantir uma intubação rápida e segura, minimizando o risco de aspiração do conteúdo gástrico. A compreensão de cada etapa da ISR é fundamental para residentes de anestesiologia, medicina de emergência e terapia intensiva. A etapa de pré-oxigenação é a mais crítica da ISR. Consiste em administrar oxigênio a 100% por 3 a 5 minutos, ou 8 respirações de capacidade vital, para maximizar a reserva de oxigênio pulmonar. Isso permite um período de apneia mais prolongado sem dessaturação, crucial para o sucesso da intubação. A ventilação com bolsa-valva-máscara é geralmente evitada na ISR para não insuflar o estômago e aumentar o risco de aspiração. Outros pontos importantes incluem a escolha dos fármacos indutores e bloqueadores neuromusculares de ação rápida, o posicionamento adequado do paciente e a preparação para uma possível via aérea difícil. A manobra de Sellick, embora tradicionalmente parte da ISR, tem sua eficácia questionada e deve ser usada com discernimento. O domínio da ISR é um pilar da segurança do paciente em situações críticas.
O objetivo principal da ISR é obter o controle rápido da via aérea em pacientes com risco aumentado de aspiração pulmonar, minimizando o tempo entre a indução da anestesia e a intubação, e evitando a ventilação com bolsa-valva-máscara.
A pré-oxigenação é crucial para desnitrogenar os pulmões, substituindo o nitrogênio alveolar por oxigênio. Isso cria um reservatório de oxigênio funcional, prolongando o tempo de apneia segura antes que a dessaturação ocorra, o que é vital em casos de via aérea difícil ou intubação prolongada.
A manobra de Sellick (pressão cricoide) tem sido historicamente recomendada para prevenir aspiração, mas sua eficácia é controversa e pode dificultar a intubação. As diretrizes atuais sugerem que seu uso deve ser individualizado e pode ser omitido se dificultar a visualização da laringe.
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