TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Na intubação traqueal do paciente com Covid-19, em pacientes internados, segundo as diretrizes do Ministério da Saúde no relatório de recomendações de maio 2021, é incorreto afirmar:
Pré-oxigenação na COVID-19 = 5 min a 100% FiO2; obrigatória mesmo em baixo fluxo.
A pré-oxigenação é crucial para estender o tempo de apneia segura em pacientes com COVID-19, que possuem baixa reserva funcional. Deve ser realizada por 5 minutos com FiO2 a 100%.
A intubação orotraqueal em pacientes com COVID-19 é um procedimento de alto risco devido à rápida dessaturação e ao risco de aerolização. As diretrizes enfatizam a Sequência Rápida de Intubação (SRI) para minimizar o tempo de via aérea desprotegida e a exposição da equipe. A pré-oxigenação eficaz é o pilar para evitar a hipóxia crítica. O uso de filtros HME e a técnica de selo adequado na máscara facial são fundamentais para a segurança biológica.
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde de 2021, a pré-oxigenação deve durar idealmente cinco minutos, sempre que a estabilidade clínica do paciente permitir. O objetivo é maximizar os estoques de oxigênio na capacidade residual funcional, retardando a dessaturação durante o período de apneia necessário para a laringoscopia e passagem do tubo orotraqueal.
Se o paciente estiver utilizando Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF) ou Ventilação Não Invasiva (VNI), esses dispositivos devem ser mantidos para a pré-oxigenação, ajustando a Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2) para 100%. Isso garante a melhor denitrogenação alveolar possível antes da indução anestésica em sequência rápida.
Não. Mesmo em pacientes utilizando cateter nasal de baixo fluxo (até 6 L/min), a pré-oxigenação é uma etapa obrigatória da sequência rápida de intubação. A falha em pré-oxigenar aumenta drasticamente o risco de hipoxemia grave e parada cardiorrespiratória peri-procedimento, especialmente em pulmões com baixa complacência.
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