SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Em função da pandemia de Covid-19, a abordagem da via aérea em crianças passou por algumas modificações, a fim de garantir mais segurança para o paciente e para a equipe multiprofissional. Sobre esse tema, assinale a alternativa que contempla a melhor sequência para garantir uma adequada intubação orotraqueal (IOT) em pacientes na emergência pediátrica com suspeita/confirmação de infecção por Covid-19, da chegada do paciente à unidade de saúde até a instalação da Ventilação Mecânica Assistida (VMA).
IOT pediátrica COVID-19: pré-oxigenação não invasiva (máscara não reinalante), indução com ketamina + rocurônio, sedação contínua pós-IOT.
Na IOT pediátrica em contexto de COVID-19, prioriza-se a pré-oxigenação com máscara não reinalante para minimizar aerossolização. A combinação de ketamina (indutor hemodinamicamente estável) e rocurônio (relaxante muscular rápido sem fasciculações) é preferível, seguida de sedoanalgesia contínua.
A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para o manejo da via aérea, especialmente em pediatria, onde a segurança do paciente e da equipe é primordial. A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento gerador de aerossóis, exigindo precauções rigorosas para minimizar a exposição viral. A abordagem da via aérea em crianças com suspeita ou confirmação de COVID-19 deve seguir protocolos específicos para otimizar a segurança. A pré-oxigenação é um passo crítico, e a máscara não reinalante com FiO2 100% é a modalidade preferida para evitar a ventilação com pressão positiva (VPP), que pode dispersar aerossóis. A escolha das drogas para indução e paralisação também é estratégica. A ketamina é um agente indutor seguro em pediatria, mantendo a estabilidade hemodinâmica e oferecendo broncodilatação. O rocurônio é o relaxante muscular de escolha, pois seu rápido início de ação permite uma intubação eficiente sem as fasciculações musculares associadas à succinilcolina, que poderiam aumentar a aerossolização. Após a intubação, a manutenção de sedação e analgesia contínuas com drogas como midazolam e fentanila é essencial para garantir o conforto da criança, a tolerância à ventilação mecânica e a prevenção de complicações. A equipe deve estar paramentada com EPIs completos e seguir as diretrizes de controle de infecção para cada etapa do procedimento. O domínio dessas técnicas é fundamental para residentes que atuam em emergências pediátricas.
A máscara não reinalante com FiO2 100% é preferida para pré-oxigenação em pacientes com COVID-19 para minimizar a geração de aerossóis, reduzindo o risco de contaminação da equipe de saúde, em comparação com a ventilação com pressão positiva.
A ketamina é vantajosa por manter a estabilidade hemodinâmica e ter efeito broncodilatador. O rocurônio é um relaxante muscular de ação rápida que evita as fasciculações musculares da succinilcolina, que poderiam aumentar a aerossolização.
A sedação e analgesia contínuas são cruciais para manter o conforto do paciente, garantir a tolerância ao tubo orotraqueal e à ventilação mecânica, prevenir extubação acidental e reduzir o estresse metabólico.
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