HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa correta.
Laringite aguda em pediatria → tubo endotraqueal 0,5mm menor para evitar trauma e estenose subglótica.
Em casos de laringite aguda em crianças, a inflamação e o edema da via aérea superior, especialmente na região subglótica, justificam o uso de um tubo endotraqueal de diâmetro menor que o usual para a idade. Isso minimiza o risco de trauma adicional, estenose subglótica pós-extubação e facilita a passagem do tubo através da via aérea edemaciada.
O manejo da via aérea em pediatria é um desafio particular devido às diferenças anatômicas e fisiológicas em relação aos adultos. A escolha do tubo endotraqueal (TET) adequado é um dos pilares para uma intubação segura e eficaz, minimizando riscos de complicações como trauma, estenose subglótica e barotrauma. Em condições específicas como a laringite aguda, onde há um edema inflamatório significativo da região subglótica, a via aérea torna-se mais estreita. Nesses casos, a recomendação é utilizar um TET com diâmetro 0,5mm menor do que o calculado para a idade da criança. Essa medida visa facilitar a passagem do tubo, reduzir o atrito e o trauma na mucosa edemaciada, e diminuir a incidência de complicações pós-extubação, como o crupe pós-intubação e a estenose traqueal. Além do tamanho, a monitorização da pressão do balonete em TETs com cuff é crucial, especialmente em crianças. Pressões elevadas podem comprometer a perfusão da mucosa traqueal, levando a isquemia e necrose, com subsequente formação de granulomas ou estenose. Residentes devem estar familiarizados com as fórmulas de cálculo do TET, as indicações de tubos com e sem balonete, e a técnica correta de intubação para garantir a segurança do paciente pediátrico.
Na laringite aguda, há edema significativo da via aérea subglótica. Um tubo menor (0,5mm abaixo do padrão para a idade) é recomendado para evitar trauma adicional à mucosa edemaciada, facilitar a intubação e reduzir o risco de estenose subglótica pós-extubação.
A monitorização da pressão do balonete é crucial para evitar pressões excessivas que podem causar isquemia da mucosa traqueal, levando a lesões, estenose ou traqueomalácia. A pressão ideal geralmente é mantida abaixo de 20-25 cmH2O (ou 15-20 mmHg).
A traqueostomia precoce não é a primeira conduta. Em pacientes com queimaduras de face e estridor, a intubação orotraqueal é a conduta inicial preferencial, antes que o edema se torne grave. A traqueostomia é reservada para falha da intubação ou necessidade de via aérea definitiva prolongada.
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