UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Homem, 42 anos de idade, é admitido na sala de emergência com hipotensão arterial, taquicardia e rebaixamento do nível de consciência, após queda de andaime. Havendo necessidade de via aérea definitiva (intubação), qual das drogas abaixo está CONTRAINDICADA para este procedimento?
Paciente chocado/hipotenso → evitar drogas que deprimem ainda mais o sistema cardiovascular na intubação.
Em pacientes com instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e taquicardia após trauma, a escolha do agente indutor para intubação deve priorizar aqueles com menor impacto cardiovascular. O fentanil, embora um potente analgésico, pode causar hipotensão significativa, especialmente em pacientes já depletados de volume ou chocados, sendo contraindicado nestas situações.
A intubação orotraqueal em pacientes gravemente enfermos, especialmente aqueles em choque ou com instabilidade hemodinâmica, é um procedimento de alto risco que exige uma seleção criteriosa dos fármacos. A prioridade é garantir a via aérea sem precipitar um colapso cardiovascular. Pacientes vítimas de trauma com hipotensão e taquicardia já possuem uma reserva fisiológica comprometida, tornando-os extremamente vulneráveis a agentes que deprimem o sistema cardiovascular. A escolha do agente indutor deve considerar o estado hemodinâmico do paciente. Fármacos como o fentanil, propofol e midazolam podem causar hipotensão significativa devido à vasodilatação e/ou depressão miocárdica. Em contraste, o etomidato é conhecido por sua estabilidade hemodinâmica, sendo uma escolha frequente em pacientes chocados. A cetamina, por sua vez, pode ter efeitos simpatomiméticos, aumentando a pressão arterial e a frequência cardíaca, mas deve ser usada com cautela em situações específicas. Para residentes, é crucial dominar a farmacologia dos agentes de intubação e adaptá-los ao perfil clínico do paciente. Em casos de trauma com choque, a estabilização hemodinâmica é tão importante quanto a garantia da via aérea. Evitar drogas que possam agravar a hipotensão é fundamental para prevenir a deterioração clínica e melhorar o prognóstico. A succinilcolina, um relaxante neuromuscular, é geralmente segura hemodinamicamente, mas sua escolha depende da necessidade de relaxamento rápido e da ausência de contraindicações como hipercalemia.
Sinais como hipotensão arterial, taquicardia persistente e rebaixamento do nível de consciência indicam instabilidade hemodinâmica. Nestes casos, drogas que podem agravar a hipotensão, como o fentanil, devem ser evitadas.
O fentanil, um opioide, pode causar vasodilatação e depressão miocárdica, resultando em hipotensão. Em pacientes já hipotensos ou chocados, seu uso pode levar a um colapso cardiovascular ainda maior, comprometendo a perfusão de órgãos vitais.
Etomidato e cetamina são geralmente considerados mais seguros em pacientes chocados. O etomidato tem mínimo impacto hemodinâmico, enquanto a cetamina pode até ter efeitos simpatomiméticos, ajudando a manter a pressão arterial, embora com ressalvas em casos de trauma cranioencefálico grave.
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