Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 56 anos de idade, vem trazido pelo SAMU com história de acidente automobilístico. Após reanimação volêmica inicial, apresenta-se estável hemodinamicamente, com indicação de tomografia de corpo inteiro devido ao trauma de alta energia. No entanto, durante o transporte, apresenta rebaixamento do nível de consciência, com escala de coma de Glasgow de 8. Assinale a alternativa que contempla a conduta mais adequada nesse momento:
Glasgow ≤ 8 em trauma → Intubação orotraqueal para proteção de via aérea antes de exames complementares.
Em pacientes vítimas de trauma com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow ≤ 8), a prioridade é a proteção da via aérea através da intubação orotraqueal. Isso previne aspiração, otimiza oxigenação e ventilação, e garante segurança antes de procedimentos como a tomografia, que podem atrasar o manejo definitivo da via aérea.
O manejo inicial do paciente traumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), onde a avaliação e o manejo da via aérea (A de Airway) são a primeira prioridade. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta crucial para avaliar o nível de consciência e determinar a necessidade de proteção da via aérea. Um ECG de 8 ou menos indica um comprometimento significativo da consciência, elevando o risco de obstrução da via aérea e aspiração, tornando a intubação orotraqueal uma medida salvadora. A intubação orotraqueal em pacientes com trauma e ECG ≤ 8 visa garantir a permeabilidade da via aérea, prevenir a aspiração de sangue, vômito ou secreções, e otimizar a oxigenação e ventilação. Essa conduta é fundamental antes de qualquer transporte ou realização de exames complementares, como a tomografia computadorizada, que podem demorar e expor o paciente a riscos adicionais se a via aérea não estiver segura. A sedação e o relaxamento muscular utilizados na intubação também podem facilitar a realização de exames subsequentes, garantindo a imobilização do paciente. Após a intubação, o paciente estará mais estável para ser submetido à tomografia de corpo inteiro, permitindo uma avaliação detalhada das lesões sem o risco iminente de complicações respiratórias. O prognóstico de pacientes com trauma cranioencefálico grave está diretamente relacionado à rapidez e eficácia do manejo da via aérea e da ventilação, minimizando a ocorrência de lesões cerebrais secundárias por hipóxia ou hipercapnia.
Os principais critérios incluem Glasgow Coma Scale (GCS) menor ou igual a 8, incapacidade de manter a via aérea pérvia, risco iminente de aspiração, hipoxemia ou hipercapnia refratárias, e trauma facial grave que comprometa a via aérea.
A intubação é prioritária para proteger a via aérea de aspiração, garantir oxigenação e ventilação adequadas, e estabilizar o paciente antes de movê-lo para exames. A tomografia pode ser demorada e a posição do paciente pode comprometer ainda mais a via aérea não protegida.
Os riscos incluem aspiração de conteúdo gástrico, hipoxemia, hipercapnia, e deterioração neurológica. A falta de proteção da via aérea pode levar a complicações pulmonares graves e piorar o prognóstico do paciente traumatizado.
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