UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Paciente, 57 anos, masculino, chega ao PS trazido pelo SAMU em prancha, com imobi-lizador cervical, talas móveis em membros superior e inferior direito e com 2 acessos venosos periféricos calibrosos com solução de ringer. Ao exame: escala de coma de Glasgow = 6, saturação = 88% em máscara de venturi 50%, PA = 110 x 60 mmHg, FC = 138 bpm, escoriações em tórax, com crepitações em arcos costais à direita, fraturas de úmero e de fêmur à direita. História de ejeção do veículo após colisão. A primeira medida a ser tomada pelo médico, após avaliação inicial desse doente, é realizar:
Politraumatizado grave (GCS < 8, SpO2 ↓): Prioridade é intubação orotraqueal para proteção de via aérea e ventilação.
Em um paciente politraumatizado grave com GCS 6 e saturação de oxigênio de 88%, a primeira medida a ser tomada, após a avaliação inicial (ABCDE), é a intubação orotraqueal. Isso garante a proteção da via aérea, otimiza a ventilação e oxigenação, e é crucial para o manejo de um traumatismo cranioencefálico grave e hipoxemia.
O manejo do paciente politraumatizado grave segue a abordagem sistemática do ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure), onde a prioridade máxima é a estabilização das funções vitais. Em casos de trauma de alta energia, como ejeção de veículo, e com achados clínicos como Escala de Coma de Glasgow (GCS) de 6 e saturação de oxigênio de 88%, a situação é de extrema gravidade e exige intervenção imediata. Um GCS abaixo de 8 é um forte indicativo de traumatismo cranioencefálico grave e da incapacidade do paciente de proteger sua própria via aérea, aumentando o risco de aspiração e obstrução. A hipoxemia (SpO2 88%) agrava ainda mais o quadro, podendo levar a lesões cerebrais irreversíveis. Portanto, a primeira e mais crítica medida a ser tomada é a intubação orotraqueal. Este procedimento garante a permeabilidade da via aérea, permite a ventilação assistida e a oxigenação adequada, além de proteger contra a aspiração. Embora o paciente apresente outras lesões graves, como fraturas de úmero e fêmur e crepitações em arcos costais, e esteja em choque (FC 138 bpm), a estabilização da via aérea e da respiração precede o tratamento de outras lesões ou a obtenção de acessos venosos adicionais, se os existentes forem adequados. A imobilização cervical já está sendo realizada e não deve ser removida. O domínio dessas prioridades é fundamental para qualquer residente que atue em emergências.
A GCS é crucial para avaliar o nível de consciência e a gravidade do traumatismo cranioencefálico (TCE). Um GCS igual ou inferior a 8 indica TCE grave e, geralmente, a necessidade de intubação orotraqueal para proteção da via aérea, devido ao risco de aspiração e incapacidade de manter a ventilação adequada.
A intubação orotraqueal é a primeira medida porque um GCS de 6 indica que o paciente não consegue proteger sua via aérea, e a SpO2 de 88% demonstra hipoxemia grave. Garantir uma via aérea pérvia e uma ventilação eficaz é a prioridade máxima (A e B do ABCDE) para prevenir danos cerebrais secundários à hipóxia.
Após assegurar a via aérea e ventilação (A e B), as próximas prioridades são a avaliação e controle da circulação (C), incluindo o manejo do choque com fluidos e controle de hemorragias. Em seguida, avalia-se o estado neurológico (D) e a exposição completa do paciente (E) para identificar todas as lesões.
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