PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Durante o atendimento inicial de um paciente politraumatizado em choque hemorrágico, com rebaixamento do nível de consciência e necessidade de controle imediato da via aérea, a equipe decide realizar intubação orotraqueal sob sequência rápida induzida por drogas. Considerando as recomendações da 11" edição do ATLS (2023), assinale a alternativa CORRETA em relação à escolha de fármacos para indução neste cenário.
Intubação trauma + choque → Quetamina = Mantém PA, perfusão tecidual, broncodilatação; preferível em instabilidade hemodinâmica.
Em pacientes politraumatizados com choque hemorrágico e necessidade de intubação orotraqueal, a quetamina é a droga de escolha para indução. Ela mantém a estabilidade hemodinâmica, a pressão arterial e a perfusão tecidual, além de ter efeito broncodilatador, sendo superior a outros agentes que podem causar hipotensão.
A intubação orotraqueal em pacientes politraumatizados, especialmente aqueles em choque hemorrágico e com rebaixamento do nível de consciência, é um procedimento crítico que exige uma escolha cuidadosa dos fármacos de indução. O objetivo principal é garantir o controle da via aérea e a oxigenação, minimizando o risco de instabilidade hemodinâmica adicional, que pode ser fatal em um paciente já comprometido. A 11ª edição do ATLS (Advanced Trauma Life Support) enfatiza a importância de agentes que preservem a pressão arterial e a perfusão cerebral. Nesse contexto, a quetamina se destaca como a droga de escolha. Ela atua como um anestésico dissociativo, mantendo o tônus simpático e, consequentemente, a pressão arterial e o débito cardíaco, além de possuir propriedades broncodilatadoras. Outros agentes, como o propofol, podem causar hipotensão significativa, enquanto o etomidato, embora hemodinamicamente mais estável que o propofol, pode induzir supressão adrenal. A succinilcolina, um relaxante muscular despolarizante, é frequentemente utilizada para paralisia rápida devido ao seu rápido início e curta duração de ação. No entanto, sua contraindicação em trauma com risco de hiperpotassemia (como em lesões por esmagamento ou queimaduras extensas com mais de 24-48 horas de evolução) deve ser sempre considerada, optando-se por relaxantes não despolarizantes como o rocurônio nesses casos. A escolha do fármaco deve ser individualizada, considerando o estado clínico do paciente e as comorbidades.
A quetamina é preferida devido à sua capacidade de manter a pressão arterial e a perfusão tecidual.
Embora tenha um perfil hemodinâmico relativamente estável, pode causar supressão adrenal e, em pacientes instáveis, pode precipitar hipotensão.
Mantém a estabilidade hemodinâmica, tem efeito analgésico e broncodilatador, sendo ideal para pacientes com choque ou broncoespasmo.
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