UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 21a, vítima de projétil de arma de fogo em abdome é trazido à Unidade de Pronto Atendimento. Exame físico: PA= 60x38 mmHg, FC= 144 bpm, FR= 28 irpm, oximetria de pulso (sob máscara 100%)= 90%, letárgico, pele fria, enchimento capilar maior que 2 segundos, descorado +++/4+, Escala de Coma de Glasgow= 10 e pupilas isofotorreagentes. A MEDICAÇÃO A SER EVITADA DURANTE A INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL É:
Em choque hipovolêmico grave, evitar Midazolam na IOT devido ao risco de hipotensão profunda.
O paciente apresenta choque hipovolêmico grave (PA 60x38, FC 144, letárgico, TPC > 2s). Midazolam, um benzodiazepínico, pode causar hipotensão significativa, especialmente em pacientes já hipovolêmicos, sendo preferível evitar seu uso ou usar doses muito baixas e tituladas. Etomidato é uma boa opção por sua estabilidade hemodinâmica.
A intubação orotraqueal (IOT) em pacientes vítimas de trauma com choque hipovolêmico grave é um procedimento de alto risco que exige uma escolha criteriosa dos fármacos. O paciente do caso clínico apresenta sinais clássicos de choque hipovolêmico descompensado (hipotensão grave, taquicardia, letargia, perfusão periférica comprometida), indicando a necessidade de uma abordagem cuidadosa para evitar o colapso cardiovascular durante a indução. Nesse cenário, a medicação a ser evitada é o Midazolam. Embora seja um benzodiazepínico com propriedades sedativas e amnésicas, ele pode causar vasodilatação e depressão miocárdica, levando a uma queda significativa da pressão arterial, especialmente em pacientes já hipovolêmicos e com reserva cardiovascular limitada. Essa hipotensão induzida pode ser catastrófica. Em contraste, o Etomidato é frequentemente a droga de escolha para indução em pacientes com choque, devido ao seu perfil de estabilidade hemodinâmica, com mínimo impacto na pressão arterial e frequência cardíaca. A Succinilcolina é um relaxante muscular de ação rápida, ideal para intubação de sequência rápida, enquanto o Fentanil, um opioide, pode ser usado para analgesia, mas também requer cautela em doses elevadas devido ao risco de hipotensão. A compreensão do perfil farmacológico de cada droga é essencial para garantir a segurança do paciente durante a IOT em situações de emergência.
O Midazolam, um benzodiazepínico, pode causar vasodilatação e depressão miocárdica, levando a uma hipotensão significativa, que pode ser fatal em pacientes já hemodinamicamente instáveis devido ao choque hipovolêmico.
O Etomidato é frequentemente a droga de escolha para sedação em IOT em pacientes com choque, devido ao seu perfil de estabilidade hemodinâmica, com mínimo impacto na pressão arterial e frequência cardíaca.
A Succinilcolina é um relaxante muscular despolarizante de ação ultracurta, ideal para IOT de sequência rápida em trauma, pois promove relaxamento muscular rápido e profundo, facilitando a intubação em pacientes com via aérea potencialmente difícil.
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