Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
No atendimento ao politraumatizado, a intubação orotraqueal precoce deve ser realizada:
Trauma maxilofacial grave → IOT precoce para prevenir aspiração por hemorragia e edema de via aérea.
A intubação orotraqueal precoce em pacientes politraumatizados é crucial em cenários de risco iminente de comprometimento da via aérea, como em fraturas maxilofaciais graves. Nesses casos, a hemorragia e o edema podem rapidamente obstruir a via aérea, justificando a intervenção proativa.
O manejo da via aérea é a prioridade 'A' no atendimento ao politraumatizado, conforme preconizado pelo ATLS. A decisão de intubar um paciente deve ser baseada não apenas nos sinais atuais de comprometimento respiratório, mas também na antecipação de problemas futuros. A intubação orotraqueal precoce visa proteger a via aérea, garantir oxigenação e ventilação adequadas, e prevenir complicações como a aspiração pulmonar. Em situações de trauma maxilofacial grave, a intubação precoce é frequentemente indicada devido ao alto risco de obstrução da via aérea. Hemorragias significativas, edema progressivo dos tecidos moles e a presença de fragmentos ósseos ou dentes podem comprometer rapidamente a patência da via aérea. A aspiração de sangue ou conteúdo gástrico é uma complicação grave que pode ser prevenida com a intubação. É fundamental que o residente saiba identificar os pacientes que se beneficiarão da intubação precoce, mesmo antes do colapso respiratório. A avaliação contínua da via aérea, respiração e circulação é essencial, e a prontidão para intervir com uma via aérea definitiva é um pilar do atendimento ao trauma.
As principais indicações incluem Glasgow < 8, trauma maxilofacial grave, lesões cervicais com risco de edema, aspiração iminente, insuficiência respiratória progressiva e incapacidade de manter via aérea pérvia.
O trauma maxilofacial grave pode levar a sangramento profuso, edema rápido das estruturas da via aérea e deslocamento de fragmentos ósseos, todos com potencial de obstrução iminente e aspiração.
Não. A cricotireoidostomia é uma via aérea cirúrgica de emergência reservada para situações de 'não intubo, não ventilo', quando a intubação orotraqueal falhou ou é contraindicada. A IOT é a primeira escolha quando possível.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo