HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Uma criança de 1 O anos, eutrófica, em broncoespasmo grave sem melhora com medidas iniciais, evolui para parada cardiorrespiratória. Ao iniciar as medidas de reanimação, você orienta a preparação de materiais para intubação. Qual das descrições abaixo é a ideal na intubação em questão?
Criança 10 anos: IOT com cuff, tamanho 6, profundidade 18cm, cuff 20cmH2O para ventilação segura.
Em crianças, o uso de tubos com cuff é preferível para garantir vedação e proteção da via aérea, minimizando vazamentos e a necessidade de trocas. O tamanho do tubo e a profundidade de inserção são calculados por fórmulas ou tabelas, e a pressão do cuff deve ser monitorada para evitar lesões traqueais.
A intubação orotraqueal (IOT) em crianças é um procedimento de emergência vital, especialmente em situações de broncoespasmo grave com parada cardiorrespiratória, onde a via aérea precisa ser rapidamente assegurada. O manejo da via aérea pediátrica apresenta desafios únicos devido às diferenças anatômicas em relação aos adultos, como a língua proporcionalmente maior, a epiglote mais longa e em forma de ômega, e a traqueia mais curta e cônica. O domínio dessas técnicas é fundamental para a sobrevivência e o prognóstico neurológico dos pacientes pediátricos. A escolha do tamanho do tubo orotraqueal é crítica. Atualmente, a recomendação é o uso de tubos com cuff de baixa pressão e alto volume para a maioria das crianças, inclusive lactentes, pois proporcionam melhor vedação, menor vazamento e menor risco de reintubação. Para crianças acima de 2 anos, o tamanho do tubo com cuff pode ser estimado pela fórmula (Idade em anos / 4) + 3,5. A profundidade de inserção também é crucial para evitar intubação seletiva de um brônquio principal ou extubação acidental, podendo ser estimada por (Idade em anos / 2) + 12 ou 3 vezes o diâmetro interno do tubo. A pressão do cuff deve ser cuidadosamente monitorada e mantida entre 20-25 cmH2O para garantir uma vedação adequada sem causar trauma isquêmico à traqueia. A confirmação da posição do tubo por ausculta bilateral, capnografia e radiografia de tórax é obrigatória. Em casos de broncoespasmo grave, a intubação pode ser desafiadora devido à resistência das vias aéreas, exigindo sedação e relaxamento muscular adequados, além de uma ventilação protetora para evitar barotrauma. O treinamento contínuo e a familiaridade com os equipamentos pediátricos são essenciais para o sucesso do procedimento.
Para crianças maiores de 2 anos, o tamanho do tubo com cuff pode ser estimado pela fórmula: (Idade em anos / 4) + 3,5. Para uma criança de 10 anos, seria (10/4) + 3,5 = 2,5 + 3,5 = 6,0 mm.
A profundidade de inserção pode ser estimada pela fórmula: (Idade em anos / 2) + 12, ou aproximadamente 3 vezes o tamanho do tubo. Para uma criança de 10 anos, (10/2) + 12 = 5 + 12 = 17 cm, ou 3 x 6 = 18 cm. A confirmação clínica e radiográfica é essencial.
Monitorar a pressão do cuff é crucial para evitar complicações. Pressões muito baixas resultam em vazamento de air e ventilação ineficaz, enquanto pressões muito altas podem causar isquemia e necrose da mucosa traqueal, levando a estenose subglótica. O ideal é manter entre 20-25 cmH2O.
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