HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Homem de 50 anos, após queda de andaime de aproxidamente 9 metros de altura, chega em sala de emergência com trauma torácico importante, em franca insuficiência respiratória. A conduta imediata é:
Trauma torácico + IR grave → prioridade é garantir via aérea com IOT.
Em pacientes com trauma torácico grave e insuficiência respiratória franca, a prioridade máxima é o manejo da via aérea. A intubação orotraqueal (IOT) é a conduta imediata para garantir a oxigenação e ventilação adequadas, prevenindo hipóxia e hipercapnia que podem agravar o quadro.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em quedas de altura. A avaliação e o manejo iniciais seguem os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a estabilização da via aérea, respiração e circulação. A insuficiência respiratória franca em um paciente traumatizado é uma emergência que exige intervenção imediata para evitar desfechos catastróficos. A fisiopatologia da insuficiência respiratória no trauma torácico pode envolver pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar, tórax instável ou lesão de via aérea. A rápida identificação e correção dessas condições são cruciações. A intubação orotraqueal é o método mais eficaz para garantir uma via aérea patente, ventilação adequada e proteção contra aspiração em pacientes com comprometimento respiratório grave. O tratamento do trauma torácico grave exige uma abordagem sistemática e multidisciplinar. Após a estabilização da via aérea, outras lesões devem ser avaliadas e tratadas, como drenagem de tórax para pneumotórax/hemotórax. Residentes devem dominar a técnica de intubação e o manejo avançado da via aérea, além de reconhecer rapidamente os sinais de deterioração respiratória no paciente traumatizado.
Sinais incluem taquipneia acentuada, uso de musculatura acessória, cianose, agitação ou rebaixamento do nível de consciência, e saturação de oxigênio baixa.
A sequência é A (Via Aérea com proteção da coluna cervical), B (Respiração e Ventilação), C (Circulação com controle de hemorragias), D (Déficit Neurológico) e E (Exposição/Controle do Ambiente).
A cricotireoidostomia é uma via aérea cirúrgica de emergência indicada quando a intubação orotraqueal falha ou é contraindicada, e não é possível ventilar o paciente por outros meios.
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