HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Paciente portador de covid19 há 10 dias dá entrada na UTI em respiração espontânea em ar ambiente com nível de consciência com Escala de Glasgow 6 e com relação PaO2 / FiO2 de 92. Qual sua melhor conduta?
COVID-19 + Glasgow < 8 + PaO2/FiO2 < 100 → Intubação orotraqueal imediata.
Um paciente com COVID-19 e hipoxemia grave (PaO2/FiO2 < 100) associada a rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 6) apresenta indicação formal de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. A ventilação não invasiva é contraindicada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência devido ao risco de broncoaspiração e falha terapêutica.
A insuficiência respiratória aguda grave é uma das principais complicações da COVID-19, frequentemente evoluindo para Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). A identificação precoce dos critérios de intubação é crucial para o manejo adequado e para evitar desfechos desfavoráveis. A decisão de intubar um paciente com COVID-19 deve ser baseada em uma avaliação abrangente, considerando a gravidade da hipoxemia, o nível de consciência e a presença de exaustão respiratória. A fisiopatologia da SDRA na COVID-19 envolve uma resposta inflamatória sistêmica que leva a dano alveolar difuso, aumento da permeabilidade capilar pulmonar e formação de membranas hialinas, resultando em hipoxemia refratária. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a relação PaO2/FiO2 sendo um marcador fundamental. Pacientes com Glasgow < 8, PaO2/FiO2 < 100, instabilidade hemodinâmica ou exaustão respiratória iminente devem ser intubados. O tratamento da SDRA grave na COVID-19 com ventilação mecânica invasiva visa otimizar a oxigenação e a ventilação, minimizando o dano pulmonar associado ao ventilador. Estratégias como ventilação protetora (volume corrente baixo, pressão de platô limitada), PEEP otimizado e, em casos selecionados, pronação e bloqueadores neuromusculares, são pilares do manejo. O prognóstico depende da gravidade da SDRA e das comorbidades do paciente.
Os principais critérios incluem hipoxemia refratária (PaO2/FiO2 < 100-150), rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8), instabilidade hemodinâmica e exaustão muscular respiratória.
A ventilação não invasiva é contraindicada em pacientes com Glasgow < 8 devido ao alto risco de broncoaspiração e falha da terapia, exigindo intubação para proteção de via aérea.
A relação PaO2/FiO2 é um indicador chave da gravidade da SDRA, classificando-a em leve (>200 e ≤300), moderada (>100 e ≤200) ou grave (≤100).
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