Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Homem de 67 anos de idade é atendido na sala de emergência por insuficiência respiratória. Estava em acompanhamento domiciliar por COVID-19, apresentando piora progressiva da dispneia desde o 7° dia de doença. Admitido sonolento, frequência respiratória de 48 ipm, frequencia cardíaca de 58 bpm, saturação de oxigênio de 72%. Qual a recomendação necessária para proceder a intubação orotraqueal deste paciente?
Intubação COVID-19: priorizar segurança da equipe e minimizar aerossolização com filtro HEPA.
Em pacientes com COVID-19, a intubação orotraqueal é um procedimento de alto risco para aerossolização. A utilização de filtros HEPA em todos os dispositivos ventilatórios é crucial para proteger a equipe de saúde e reduzir a dispersão viral no ambiente.
O manejo da via aérea em pacientes com COVID-19 grave e insuficiência respiratória aguda é um desafio crítico na emergência e terapia intensiva. A intubação orotraqueal é um procedimento gerador de aerossóis, o que eleva significativamente o risco de contaminação para a equipe de saúde. Portanto, a segurança da equipe e a minimização da dispersão viral são prioridades absolutas. As recomendações incluem o uso de Equipamentos de Proteação Individual (EPIs) completos (máscara N95/PFF2, óculos de proteção/protetor facial, capote impermeável, luvas), a presença do menor número possível de profissionais na sala durante o procedimento, e a utilização de filtros HEPA em todos os dispositivos ventilatórios, incluindo o ambu (se usado) e o ventilador mecânico. A intubação deve ser realizada por um profissional experiente para minimizar o número de tentativas. A ventilação com bolsa-valva-máscara (BVM) deve ser evitada ou realizada com extrema cautela e boa vedação para reduzir a aerossolização. Idealmente, a intubação deve ocorrer em sala com pressão negativa, se disponível. Em caso de parada cardíaca, as compressões torácicas devem ser mantidas, mas a ventilação deve ser controlada para evitar aerossóis, com prioridade para a intubação precoce e uso de filtros.
A principal preocupação é a alta geração de aerossóis durante o procedimento, aumentando o risco de contaminação da equipe. É fundamental o uso de EPIs completos e técnicas para minimizar a dispersão viral.
O filtro HEPA (High-Efficiency Particulate Air) é crucial para filtrar partículas virais do ar exalado pelo paciente e do circuito ventilatório, protegendo o ambiente e a equipe de saúde da aerossolização.
A ventilação com BVM deve ser evitada ou minimizada ao máximo antes da intubação em pacientes com COVID-19, pois gera aerossóis. Se indispensável, deve ser feita com técnica de dois operadores e boa vedação da máscara.
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