UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Intubação brônquica seletiva dos brônquios fonte direito ou esquerdo pode ocorrer facilmente durante a intubação em crianças porquê:
Traqueia curta em crianças → maior risco de intubação brônquica seletiva.
A anatomia pediátrica, com uma traqueia proporcionalmente mais curta em relação ao comprimento do tubo endotraqueal e à distância entre a carina e os brônquios principais, facilita a intubação seletiva de um dos brônquios fonte. Isso exige atenção redobrada à profundidade do tubo e ausculta pulmonar.
A intubação brônquica seletiva é uma complicação comum e potencialmente grave da intubação endotraqueal em crianças, especialmente em lactentes e pré-escolares. Sua importância clínica reside no risco de atelectasia do pulmão não ventilado e hiperinsuflação do pulmão ventilado, levando a hipoxemia, barotrauma e instabilidade hemodinâmica. A compreensão da anatomia pediátrica é crucial para prevenir essa intercorrência. A fisiopatologia está diretamente ligada às características anatômicas da via aérea pediátrica. A traqueia da criança é mais curta e o ângulo de bifurcação dos brônquios principais é menos acentuado em comparação com adultos, tornando a distância da glote à carina menor. Isso significa que um pequeno avanço do tubo endotraqueal além da carina pode facilmente resultar em intubação seletiva de um dos brônquios. A suspeita deve surgir em qualquer criança intubada que apresente deterioração clínica ou assimetria na ausculta. O tratamento envolve a retração cuidadosa do tubo endotraqueal sob ausculta até que o murmúrio vesicular seja simétrico e adequado em ambos os pulmões. A prevenção é fundamental e inclui a seleção do tamanho correto do tubo, a medição precisa da profundidade de inserção (geralmente lábio-traqueia = idade em anos/2 + 12 cm ou 3x o diâmetro interno do tubo) e a ausculta imediata e frequente após a intubação e fixação do tubo.
Os sinais incluem assimetria na ausculta pulmonar (murmúrio vesicular diminuído ou ausente no pulmão não ventilado), distensão unilateral do tórax e hipoxemia.
A principal causa é a traqueia relativamente curta da criança, que reduz a margem de segurança para a profundidade do tubo endotraqueal antes de atingir um dos brônquios principais.
A confirmação envolve ausculta pulmonar bilateral simétrica, capnografia, e radiografia de tórax para verificar a posição da ponta do tubo, idealmente entre T2 e T4.
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