CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
A indicação cirúrgica mais recomendável em paciente fácico com descolamento total da retina, com rotura única periférica nasal inferior, sem vitreorretinopatia proliferativa, é:
DR regmatogênico inferior em fácico sem PVR → Introflexão escleral é a escolha ideal.
Em pacientes fácicos com roturas inferiores, a introflexão escleral evita a progressão da catarata e oferece melhor suporte mecânico contra a gravidade.
O manejo do descolamento de retina regmatogênico (DRR) evoluiu com a vitrectomia, mas a introflexão escleral clássica permanece o 'padrão-ouro' para subgrupos específicos. Pacientes jovens, fácicos, com roturas periféricas e sem sinais de vitreorretinopatia proliferativa (PVR) são os candidatos ideais para o buckle escleral. A técnica consiste em suturar um elemento de silicone (explant) na esclera para indentar a parede ocular, reduzindo a tração vítreo-retiniana e fechando a rotura. Em casos de roturas inferiores, onde o tamponamento por gás na vitrectomia é menos eficiente devido à flutuabilidade, a indentação permanente do buckle oferece uma vantagem mecânica superior, garantindo a aposição dos tecidos e a reabsorção do fluido sub-retiniano.
Roturas localizadas nos quadrantes inferiores (especialmente entre 4 e 8 horas) são desafiadoras para a vitrectomia com tamponamento gasoso, pois o gás tende a subir, não exercendo pressão direta sobre a rotura inferior a menos que o paciente mantenha posições de cabeça extremas. A introflexão escleral (buckle) cria um suporte mecânico externo que aproxima a coróide da retina, fechando a rotura independentemente da posição do paciente ou do tamponamento interno.
Em pacientes fácicos (que ainda possuem o cristalino natural), a vitrectomia via pars plana está associada a uma taxa de quase 100% de progressão de catarata em 2 anos. A introflexão escleral é um procedimento extraocular que não manipula o vítreo central nem o cristalino, preservando a acomodação e a transparência cristaliniana, além de apresentar excelentes taxas de sucesso primário em casos sem vitreorretinopatia proliferativa (PVR).
A retinopexia pneumática é geralmente indicada para roturas únicas ou agrupadas no quadrante superior (entre 10 e 2 horas). No caso de uma rotura nasal inferior, a retinopexia pneumática é contraindicada porque a bolha de gás injetada no vítreo não conseguiria tamponar a rotura inferior de forma eficaz, levando à falha do procedimento.
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