FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Assinale a alternativa INCORRETA quanto a alimentação de crianças no primeiro ano de vida.
Não se deve retardar a introdução de alimentos complementares ou alérgenos para prevenir alergias; iniciar aos 6 meses, incluindo alimentos em pedaços e alérgenos comuns.
As diretrizes atuais de introdução alimentar recomendam não retardar a introdução de alimentos complementares, incluindo potenciais alérgenos, após os 6 meses de idade. A introdução precoce e variada de alimentos, incluindo aqueles em pedaços, é crucial para o desenvolvimento da aceitação alimentar e para a prevenção de alergias. Sucos não são recomendados no primeiro ano de vida devido ao alto teor de açúcar e baixo valor nutricional.
A alimentação de crianças no primeiro ano de vida é um tema crucial para a saúde infantil, com diretrizes em constante atualização baseadas em evidências científicas. A amamentação exclusiva é recomendada até os 6 meses de idade, sendo o leite materno a fonte ideal de nutrição. Após esse período, inicia-se a alimentação complementar, que deve ser introduzida de forma gradual, variada e responsiva, respeitando os sinais de fome e saciedade do bebê. Um ponto de atenção importante é a prevenção de alergias alimentares. Antigamente, recomendava-se retardar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos, mas estudos recentes demonstraram que essa prática não é eficaz e pode até aumentar o risco de alergias. As diretrizes atuais preconizam a introdução de todos os grupos alimentares, incluindo os alérgenos comuns, a partir dos 6 meses, de forma individualizada e sob orientação. Além disso, a oferta de sucos não é recomendada no primeiro ano de vida devido ao alto teor de açúcar e baixo valor nutricional, preferindo-se a água como bebida e a fruta in natura. A introdução de alimentos em pedaços, adaptados à capacidade do bebê, é fundamental para o desenvolvimento da mastigação e da aceitação de diferentes texturas. A exposição repetida a novos alimentos (em média, 8 a 15 vezes) é necessária para que a criança os aceite plenamente. A alimentação complementar deve ser um processo de aprendizado, com horários regulares, mas com flexibilidade inicial para permitir a adaptação da criança e o desenvolvimento de um relacionamento saudável com a comida. Residentes devem estar atualizados com essas recomendações para orientar adequadamente as famílias e promover hábitos alimentares saudáveis desde a primeira infância.
A introdução de alimentos complementares deve ser iniciada por volta dos 6 meses de idade, quando o bebê demonstra sinais de prontidão, como conseguir sentar com apoio, ter controle da cabeça e pescoço, e mostrar interesse pelos alimentos. O leite materno deve continuar sendo o principal alimento até os 2 anos ou mais.
Não, as diretrizes atuais não recomendam retardar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos. Pelo contrário, a introdução precoce (a partir dos 6 meses) e regular de alérgenos comuns, como ovo, amendoim e peixe, pode até mesmo reduzir o risco de desenvolvimento de alergias alimentares.
Oferecer alimentos em pedaços (apropriados para a idade e seguros) é importante para estimular o desenvolvimento motor oral, a mastigação e a autonomia da criança. Crianças que não são expostas a alimentos em pedaços até os 10 meses podem apresentar maior dificuldade na aceitação de alimentos sólidos posteriormente e ter um repertório alimentar mais restrito.
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