UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Menina, 5 meses, saudável, desmamou com 3 meses e só usa fórmula infantil de partida. Pode-se afirmar que, de acordo com o "Guia Prático de Alimentação da criança de 0 a 5 anos da Sociedade Brasileira de Pediatria", a orientação deve ser:
Independentemente do uso de fórmula ou leite materno, a alimentação complementar deve iniciar aos 6 meses.
A SBP recomenda que a introdução de alimentos ocorra apenas aos 6 meses para garantir a maturidade fisiológica e neurológica da criança.
As diretrizes atuais de nutrição infantil enfatizam a importância dos primeiros 1000 dias de vida. A recomendação de iniciar a alimentação complementar aos 6 meses baseia-se na maturidade do sistema gastrointestinal, na capacidade de filtração renal e no desenvolvimento neuropsicomotor (reflexo de protrusão da língua diminuído e capacidade de sentar com apoio). Antecipar a introdução alimentar aumenta o risco de infecções gastrointestinais, alergias alimentares e sobrecarga renal, além de não oferecer benefícios nutricionais superiores ao leite materno ou fórmulas infantis adequadas para a idade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a OMS recomendam que a introdução de alimentos complementares ocorra exatamente aos 6 meses de vida, tanto para crianças em aleitamento materno quanto para aquelas em uso de fórmulas infantis.
Não. Mesmo que a criança utilize fórmula infantil de partida, a recomendação é aguardar os 6 meses para iniciar sólidos. Antes disso, o sistema digestivo, renal e as habilidades motoras (como sustentação do tronco) podem não estar prontos.
O BLW é uma abordagem de introdução alimentar onde a criança se autoalimenta com alimentos em pedaços, explorando texturas e sabores. A SBP aceita o método, mas enfatiza que ele deve ser iniciado aos 6 meses, quando há sinais de prontidão, e não aos 9 meses como sugerido em algumas alternativas.
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