SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
O Ministério da Saúde (MS) do Brasil, seguindo a recomendação da OMS, defende o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. A respeito da alimentação no primeiro ano de vida, é correto afirmar:
Introdução alimentar: Crianças precisam de 8-10 exposições para aceitar novos alimentos, persistência é chave.
A introdução alimentar é um processo gradual e requer paciência. É comum que crianças precisem ser expostas a um novo alimento múltiplas vezes (8 a 10 exposições em média) antes de aceitá-lo, refletindo a necessidade de familiarização com sabores e texturas diferentes.
O Ministério da Saúde do Brasil, alinhado com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), preconiza o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a introdução de alimentos complementares a partir dessa idade, mantendo o aleitamento materno até os 2 anos ou mais. Este período é crucial para o desenvolvimento nutricional, motor e cognitivo da criança, e a forma como a alimentação é conduzida tem impacto direto na saúde a longo prazo. A introdução alimentar complementar deve ser feita de forma gradual, respeitando os sinais de fome e saciedade da criança. Um aspecto fundamental é a aceitação de novos alimentos, que não ocorre de imediato. Estudos mostram que, em média, são necessárias de 8 a 10 exposições a um novo alimento para que a criança o aceite. Isso reforça a importância da persistência e da oferta repetida, sem forçar, para que a criança se familiarize com diferentes sabores e texturas. A consistência dos alimentos deve evoluir progressivamente, começando com papas e purês, passando para alimentos amassados e, por fim, para pedaços pequenos, estimulando o desenvolvimento da mastigação. A energia diária necessária em adição ao leite materno para crianças de 6 a 8 meses é de aproximadamente 200 kcal/dia, e não 550 kcal/dia. Em crianças doentes, a recomendação é manter a alimentação habitual e o aleitamento materno, oferecendo alimentos de que a criança goste em pequenas porções e com maior frequência, evitando a substituição por fórmulas especiais, a menos que haja indicação clínica específica.
A alimentação complementar deve ser iniciada a partir dos 6 meses de idade, mantendo o aleitamento materno exclusivo até então. Este é o período em que as necessidades nutricionais do bebê começam a exceder o que o leite materno pode fornecer sozinho.
Inicialmente, os alimentos devem ter consistência de papa ou purê, evoluindo gradualmente para alimentos amassados e, posteriormente, para pedaços pequenos e macios, conforme a criança desenvolve a capacidade de mastigar e engolir. Alimentos liquidificados ou peneirados não são ideais, pois não estimulam a mastigação.
Durante a doença, é fundamental manter a alimentação habitual da criança, incluindo o aleitamento materno, e oferecer alimentos de que ela goste em pequenas porções e com maior frequência. A substituição por fórmulas especiais não é a regra e pode prejudicar a recuperação nutricional, a menos que haja indicação médica específica.
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